outubro 01, 2012

Detention



Título: Detention



Sinopse: Ir para a detenção com a pessoa que você mais supostamente odeia pode render vários bons diálogos, ou não apenas diálogos.

Classificação: +18
Categorias: EXO 
Personagens: Kris, Tao
Gêneros: Amizade, Lemon, Shounen-ai, Yaoi

Terminada: sim.




Welcome to Detention.

O moreno olhou para o relógio que se posicionava em cima do quadro de sua sala de aula. Vira que ainda eram dez e quarenta da manhã. A aula de física terminava, finalmente. Não suportaria ter que ficar mais do que os vinte minutos restantes naquele local. Olhou para o professor, o xingando mentalmente por ser tão chato e voltou a copiar a matéria que era posta para si e o resto da turma. Felizmente o sino batera e com isso todos deixaram a sala rapidamente.
Ao sair, esbarrou sem querer em uma das pessoas que menos devia. Um menino alto, magro de cabelos claros. O pesadelo daquela sala. Rolou os olhos, assim que pediu desculpas, irritado internamente com a grosseria do mesmo. Voltou então a prestar atenção ao caminho que teria que seguir até chegar á cantina e comprou um suco de morango.
Encontrou alguns de seus amigos, que por algum descaso do destino, acabaram por ficar na outra sala de sua série. Assim, só tinham tempo de se verem nas aulas de educação física e nos intervalos. Conversou sobre coisas banais e totalmente sem sentido com os dois meninos e voltou então para a sala de aula, um minuto antes do sinal bater. Durante o percurso, abrira seu celular e começara a digitar uma mensagem de texto para um outro amigo que estudava numa outra escola, porém, antes de concluir sequer a primeira palavra, sentira seu corpo esbarrar em algo... Novamente.
— Olha por onde anda pirralho! – O loiro vociferou, tirando risadas estúpidas dos que lhe acompanhavam.
— Desculpe. – Entrara na sala rapidamente, sentando-se na cadeira de costume.Desde que entrara no ensino médio, havia sempre sentado na terceira carteira da terceira fileira.
Talvez tivesse algum tipo de TOC* com o número três ou talvez fosse pura coincidência que no meio daqueles dois números iguais ele se sentisse confortável. Seja como fosse, sentou-se ali, abriu o livro que estava lendo há alguns dias e concentrou-se nele até que a professora de Literatura adentrou o recinto. Ela despejou um bom dia não muito animador na opinião do moreno e começou a passar a matéria no quadro. O moreno copiou tudo sem dar um pio.
Gostava da matéria e tinha uma pequena simpatia na professora. Agradecia todos os dias por não ser uma velha gorda e grossa que despejava toda sua infelicidade e falta de sexo nos alunos. Professora Kim era divertida, além de ser estrangeira, era nova e boa de papo. Sorriu ao perceber o quão legal era aquela mulher que agora estava de costas para si e nem sequer percebera que havia parado de copiar e ficara sim, observando o modelar dela ao escrever cada palavra na lousa. Não que tivesse atração por ela, pelo contrário. Era apenas uma admiração. Assim que resolvera voltar a copiar, sentira algo relativamente duro e molhado bater em sua nuca.
— Puta merda. Quem jogou isso em mim?! – Gritou olhando para trás, encarando o grupo do loiro que ria.
— Senhor Tao! O que pensa que está fazendo gritando assim no meio da minha aula, posso saber? – A mulher começara a bater a ponta do pé que trajava um salto avermelhado no chão, impaciente.
— Me desculpe, é que... Tacaram uma bola de cuspe em mim.
— Quem foi o responsável? – Expirou, apoiando uma das mãos na parede olhando para o grupo do fundo, tendo certeza que quem era, porém na poderia simplesmente afirmar assim, sem qualquer prova.
Um silêncio incômodo se fizera presente, irritando não só a professora, como o próprio Tao. Ele queria que quem quer que fosse, deveria ser punido. Não era justo ele ter que aturar os cochichos diários sobre ele todos os dias, agora iria ser atacado também fisicamente?!
—Então... Vão me dizer por bem, ou por mal? –Arqueou uma sobrancelha.
—Hm... Professora Kim... –Um garoto cujo Tao não conhecia levantou a mão, recebendo a atenção de todos. — Veio lá de trás... – Coçou a nuca, sem graça.
— Já era de se esperar. – Encarou o loiro, que sorria prepotente. — Foi você não foi Kris?
— Sim. – Disse numa calma invejável.
Vários barulhos de espanto foram ouvidos por toda a sala, menos dos amigos do próprio Kris, de Tao e da professora. Todos ali sabiam que havia sido ele, afinal, era o mais provável levando-se em conta o dito cujo.
— Qual seu problema garoto? – O moreno levantou-se o encarando irritado.
— Os dois pra detenção, agora!
— Mas professora...
— Sem ‘mas’ Tao. Você não deveria estar gritando no meio da sala de aula e você Kris, não deveria ter feito essa infantilidade. Detenção. Os dois. AGORA! –Esbravejou, abrindo a porta, do qual os dois saíram, olhando-se com pura raiva.
Caminharam até o terceiro andar, sem darem uma palavra. Olhavam-se de vez em quando, mas logo ignoravam um ao outro. Os passos eram lerdos devido a falta de vontade de ir para a sala de detenção. Chegando lá, avisaram ao monitor do andar que a Professora Kim os havia mandado para lá, ele os perguntou o porquê, mandou que assinassem uma notificação e disse que ficariam ali até o término das aulas. Tao olhou o relógio assim que se sentou na cadeira ao lado da mesa do professor – que não era usada; devido a sala ser abandonada e só usada para prender os alunos na famosa “detenção” – e viu que ainda eram onze e vinte. Só sairiam dali ás uma da tarde. Bufou chateado e então olhou para o menino parado de frente para si, que observava algo do lado de fora da escola.
Ele usava o uniforme da escola, que era um conjunto muito bonito de calças sociais pretas, camisa social branca e um blazer preto com o semblante da escola. A gravata ficava a par para cada garoto, o loiro em especial não a usava e ainda possuía dois dos botões abertos, que permitia o menor de ver um cordão de dragão prateado. Seu rosto era afinado, seu nariz bem desenhado, assim como sua boca. Tudo nele era perfeita e minuciosamente esculpido, fazendo Tao se irritar um pouco com tamanho atrativo.
— Por que jogou aquilo em mim?
Silêncio. Kris o ignorava. O moreno revirou os olhos, logo os parando no loiro novamente; expirou lentamente.
— Ya! Estou falando com você!
— Eu ouvi. – A voz eca e grossa do outro ecoou até os ouvidos de Tao, fazendo-o sentir um calafrio incômodo.
— Me responde então. Por quê?
— Porque é divertido. – Um sorriso irônico estava cravado no rosto do loiro que agora fitava as orbes do menor, que tinha os olhos semicerrados. — Acha que eu sou um idiota não é? Mas eu não sou.
— Não acho isso... – A voz saiu baixa, mas suficientemente alta para que Kris ouvisse e começasse a se aproximar do mesmo. — Eu sempre achei que você pensasse isso e outras milhões de coisas de mim.
— Quando você age como um sim. Eu te acho um idiota, mas eu sei que você no fundo não é. Estudamos juntos há quase três anos. Acho que te conheço um pouco. –Sorriu.
— Ei... Não se iluda pirralho. –  Bagunçou o cabelo do moreno.
— Não me chame assim. Não me subestime. – Levantou-se e sentou-se na mesa encarando o loiro, começando a se sentir irritado.
— Não preciso. Você já faz isso por mim. – Riu em escárnio. O moreno olhou-o irritado.
Não entendia como alguém podia ter tantas crises de personalidade em menos de dois minutos. Bufou pela milésima vez naquela manhã e virou-se para o loiro.
—Ya! Qual seu problema? Você é um idiota. Estou mais do que convencido disso agora, aish. –Expirou rapidamente, virando-se de costas para o loiro, ignorando completamente qualquer resposta que viesse ou não dele.
Não queria ficar naquele cômodo com aquele garoto. Algo nele o instigava, algo nele o chamava e isso incomodava Tao por completo. Ainda mais por saber que Kris era totalmente revoltado e não ligava para nada, não era comprometido com a escola, nem nada. Enquanto o próprio Tao era totalmente o oposto. Era zoado por justa causa, por ser estudioso, por ser esforçado. Antes mesmo que pudesse reclamar, sentira seus braços serem puxados assim que seu corpo deu toda a volta que precisava para ficar de costas para o maior. Este agora tinha suas mãos fortes apertando o braço fino e de pele clara do moreno. Este o olhou com espanto e antes de poder liberar qualquer som como forma de protesto, os lábios do loiro grudaram-se aos seus. Não conseguia reagir. Não sabia como. Seus olhos estavam arregalados, apenas encarando os fechados do maior.
Ficaram assim por mais alguns segundos, logo o corpo no moreno pareceu relaxar e Kris o puxou mais ainda para si. Agora, sua língua pedia passagem para dentro da boca de Tao, que a aceitava sem pestanejar. Não sabia por que estava reagindo daquela forma, mas sabia que não conseguia mais evitar. Na verdade, não queria evitar. Suas mãos delicadas apertaram a cintura do maior, que cessou o beijo apenas para pegar um pouco de ar e logo estava prendendo seu corpo contra o de Tao na parede fria daquela sala de aula descuidada e abandonada.
As mãos do loiro começaram a acariciar a cintura do menor, arranhando-o confortavelmente até que o mesmo se deu conta que a camisa encontrava-se levantada até a metade da sua barriga. Sua língua brigava com a do mais velho, fazendo com que o calor ali dentro aumentasse. Kris terminou de retirar a blusa do menor, que permitiu sem rodeios, fazendo com que um sorriso maldoso aparecesse no rosto do loiro.
Agora fora a vez de Tao deixar o outro parcialmente nu. Enquanto o beijava, retirara seu blazer negro, logo não tardou para abrir cada um dos botões da blusa social do mesmo olhando fixamente, mordendo o próprio lábio. Assim que vira o torço nu do loiro, não conseguiu evitar não arranhar toda área, vendo-o se arrepiar. As mãos do maior foram até o cós da calça do moreno, abrindo-a lentamente, vendo então que ele usava uma boxer avermelhada; alisou o membro parcialmente ereto do mesmo, sentido todo o pano umedecido. Sorriu, beijando-o afoitamente mais uma vez e sentiu que ele fazia o mesmo movimento só que em si.
O moreno então sorrira ao perceber o quão excitado ele estava também e em um impulso, jogou suas pernas contra a cintura do maior, recebendo as mãos deles em suas nádegas, as apertando com vontade. Sentiu-se sendo levado pelo maior para um local que desconhecia. Só se deu conta quando sentiu seu corpo se chocar contra algo duro e gelado. Fora depositado na mesa do professor. Oh deus, como isso era excitante para os dois. Kris olhou para o moreno nos olhos e desceu alisando-se toda a extensão com as mãos até chegar a seu sexo totalmente rígido nesse momento. Apertou-o docemente, antes de começar a retirar sua cueca.
Assim que o mesmo estava nu, umedeceu os lábios e começou a brincar com a glande do mesmo, fazendo com ele gemesse baixo. Aquilo foi o suficiente para que o loiro abocanhasse-o por completo, sugando-o com tanta força que chegava a doer seus lábios. Após alguns minutos de sucção, uma das mãos do maior escorreu até a entrada do menor. Kris alisou o local, levando os dedos então até a boca, umedecendo-os cuidadosamente, antes de rumar de volta para a cavidade do menor. Olhou para o dono do local, que incitou com a cabeça para que ele continuasse. E assim o fez. Deslizou um dedo para dentro, ouvindo um muxoxo desconfortável do mesmo. Investiu de leve, rodando o dedo dentro dele, até que percebesse o moreno relaxado novamente. Assim que os músculos do menor descontraíram, o maior introduziu um segundo dedo e sem nem esperar uma resposta, depositou o terceiro. Um gemido alto de dor fora escutado e no mesmo instante, Kris começara movimentos de tesoura, alargando-o por completo. Os gemidos do menor começavam a se tornar gemidos de prazer e não apenas de dor. Após menos de um minuto com tal ação, o loiro se levantou e alisou o próprio membro.
Masturbou-se por poucos segundos olhando Tao que mordia o lábio totalmente seduzido pela cena que via. Assim que parou, o maior roçou a própria glande na entrada do moreno que gemeu com tanto prazer que Kris sentiu-se latejar. Respirou fundo e o penetrou sem aviso prévio. Simplesmente estocou. Com tamanha força e precisão que por instantes pudera jurar que perdera a força nas pernas. Tao precisou de alguns minutos para se acostumar com o prazer que sentira com ele dentro de si, assim como o loiro. Assim que sentiu sua respiração voltar ao “normal”, começou a estocá-lo com força. Com velocidade. Como se sua vida dependesse do prazer que sentia naquele momento.
Os gemidos do menor eram como música para os ouvidos do loiro, que continuava estocando. O barulho da mesa batendo na parede era um semblante de puro perigo, assim como os próprios sons que saíam da boca de cada um. Qualquer pessoa podia abrir aquela porta e se deparar com Kris fodendo Tao em cima da mesa do professor com tanta vontade que no ponto de vista do loiro, se a pessoa não sentisse excitação ao ver tal sexo, ela devera ser assexuada.
As unhas do maior estavam cravadas na pele do moreno, o puxando para mais perto enquanto o estocava. Os gemidos do menos estavam descontrolados e isso apenas fazia com que a necessidade de ir mais fundo de Kris crescesse. Ficaram alguns bons minutos nessas penetrações doentias de tão fortes até que após atingir pela quinta vez seguida o ponto fraco de Tao, este se desfez nas mãos do loiro, que há alguns minutos havia passado a masturbá-lo.
Ao sentir os anéis interiores do moreno se contraírem ao redor de seu membro, o loiro não conseguiu evitar soltar um gemido alto e deleitar-se ao sentir-se preencher o interior do outro. Caíra em cima do mesmo, com a respiração afobada. Riu fraco e percebeu que suas mãos acariciavam levemente a cintura do mesmo e este acariciava suas costas. Assim que as respirações voltaram ao normal, levantaram-se e se arrumaram discretamente. O moreno olhou o relógio e percebeu que faltavam apenas cinco minutos para o sinal bater e eles serem liberados do castigo que na verdade não fora um castigo. Olhou então para Kris e sorriu fraco.
— Por que fez isso?
— Sabe como é... Eu sempre te desejei.
Postado por Scarlett Lefévre às 09:16

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