outubro 10, 2012

A Little While Goodbye



Título: A Little While Goodbye

Sinopse: Como pode a felicidade se transformar em trevas em questão de minutos? Com apenas uma ligação? 
Treva, é isso que minha vida se tornou depois daquele dia.
Faz dois anos desde sua partida, mas eu continuo em teimar que não aconteceu. Que foi apenas uma mentira. Que ele voltaria....

Classificação: +18
Categorias: Super Junior
Personagens: Han Geng, Heechul, Leeteuk, Siwon, ZhouMi
Gêneros: Amizade, Drama, Lemon, Romance, Songfic, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo






Capítulo Único - Zoom Into Me.

“I still press your letters to my lips
Eu ainda pressiono suas cartas junto aos meus lábios
And cherish them in parts of me that savor every kiss
E as guardo em partes de mim que saboreiam cada beijo
I couldn't face a life without your light
Eu não poderia encarar uma vida sem a sua luz
But all of that was ripped apart... when you refused to fight.
Mas tudo isso foi dilacerado... Quando você recusou-se a lutar.”



Estava deitado com HanGeng na cama, coberto por um lençol de seda preta muito confortável. Suas mãos estavam ao redor de minha cintura e sua respiração estava pesada em minha nuca. Me virei para ele e sorri.

— Você será pra sempre meu não é? — Perguntou ele acariciando meu nariz.

— Pra sempre — respondi e em seguida o beijei.

Acordei suando. Incrível como sempre que sonho com esse dia eu saio de órbita. Odeio sonhar com isso. Havia dois anos desde que HanGeng se mudara do meu apartamento, onde havíamos declarado nosso amor.

Lembro de como eu costumava sentir-me extasiado por acordar com ele ao meu lado todas as manhãs, sorrindo bem humorado e dizendo que me amava... No começo parecia tudo tão perfeito, mas ele teve que partir e eu nem sei direito o motivo. Dizia que sua família precisava de sua ajuda, mas que não iria me abandonar, que mandaria notícias e assim que tudo estivesse acabado ele voltaria.

A única coisa que fez antes de sua partida foi somente deixar um bilhete dizendo o quanto me amava e que nunca ia me esquecer. Aquilo quebrou meu coração, me revoltei, peguei o telefone e briguei com ele. Fui um idiota, aquela fora a última vez que eu ouvira sua voz e o que eu fiz? Briguei, reclamando do quão mesquinho ele fora por não ter me dado uma despedida digna.

E assim ele se foi. Nunca mais deu notícias, nunca mais ligou, nunca... Voltou.
~X~

Estava atrasado. Os meninos me esperavam as 11:30 da manhã no prédio de HyukJae, eles tinham cismado de fazer um passeio afim de todos nos distrairmos das pressões de toda santa semana.
Chegando lá todos estavam animados e felizes, menos eu. Essa sensação de desconforto e não saber como sorrir dominava meu corpo.
— Hyung! Que saudade! — Dizia Henry, que veio visitar.
— Olá pequeno. — Sorri o mais forçado possível.
Depois de todos me cumprimentarem, sentei em um canto e comecei a ouvir música. Pelo menos me distrairia e ninguém, eu esperava, me incomodaria. Depois de longos 40 minutos, todos se cansaram e decidiram que era hora de voltar para casa.
— Estamos indo — LeeTeuk disse enquanto me sacudia.
— Ok, hyung. — Disse e em seguida me levantei.
Chegado em casa, tomei outro banho, vesti minha calça e deitei, mas infelizmente não consegui dormir, rolei, rolei e rolei na cama. Eram quase 7 da noite e eu estava deitado, sem fazer nada, até a campainha tocar.
— SiWonssi. O que faz aqui? — Perguntei um tanto surpreso.
—Vim te visitar. Não posso mais? — Retrucou.
— Pode sim...
— Então. Como vai a vida? Você mal falou hoje no almoço. Fiquei preocupado. — Disse ele se acomodando no sofá e me fazendo sentar junto a ele.
— Estou bem — menti. — Só estou cansado hoje, dormi pouco — sorri torto.
— Você pensa que me engana não é? — Indagou SiWon.
— Não quero discutir isso com você. Por favor, SiWon. — Pedi.
— Você sabe o quanto eu odeio ver você sofrer por causa dele?! — se exaltou. —Ter que aturar ver você assim, triste, sem sorrir. Quero meu antigo HeeChul de volta. Todos nós queremos. — finalizou.
— Acho que esse HeeChul já se foi a muito tempo — respondi secamente.
— Eu peço desculpas por ter atrapalhado o relacionamento dos dois, mas eu ainda sou seu amigo e quero seu bem. Nós estamos todos preocupados com você. Você aparenta cada dia estar mais doente. Pare com isso HeeChul! — Implorava SiWon.
— Será que eu poderia voltar? Você teria coragem de me fazer voltar? De me fazer acreditar que a vida ainda vale a pena? Mesmo sem ele? — Indaguei me aproximando.
— Você não me ama. Não vou nutrir novamente sentimentos por você que não passem de desejo. Não quero me magoar novamente. Não quero ser trocado novamente — disse com os olhos marejados.
— Eu tenho você como amigo e isso já basta. Eu agradeço a você e aos meninos, mas eu preciso ficar sozinho — sorri torto e em seguida o abracei.
Eu estava com a nuca aproximada perigosamente de SiWon e por incrível que pareça, aquilo eriçou alguns sentidos em mim. SiWon sempre fora meu parceiro para fodas animalescas, mas claro que nunca se comparou com as que eu tinha com HanGeng.
Éramos tão loucos nesse sentido. Ambos me fodiam como se o mundo fosse acabar e eu gostava. Desde que eu terminara com HanGeng, fiquei com SiWon por mais umas 3 vezes, mas logo me cansei. Aquilo também já não fazia sentido e eu preferia ficar isolado.
— HeeChul, me prometa uma coisa? 
Gelei até a alma. Isso me trouxe más recordações. Meu peito doeu.
— Diga... — dei de ombros.
— Me conte tudo. Sofra comigo, bote pra fora. Eu sei que você faz isso com o LeeTeuk, mas eu ainda sou seu amigo. Eu preciso te ver bem. Não suporto mesmo te ver assim. Ninguém suporta — disse SiWon já chorando.
— Por favor... Não seja assim. Não chore. Por favor. – Pedi tentando evitar as lágrimas.
— Desculpe, é que... Eu não suporto ver você sofrendo por aquele chinês! — Cuspiu as palavras.
— Você está apenas interessado em saber da minha vida — respondi secamente.
— Me preocupo de verdade com você! Só você que não percebe! Eu ainda existo. Eu ainda estou aqui. — Respondeu tão seco quanto eu, mas com os olhos ainda molhados.
—Vocês são pessoas diferentes. Ele me amava de verdade — engoli seco.
— Se ele te amasse não teria te abandonado por dois anos sem dar uma notícia! — SiWon praticamente gritou.
Ao ouvi-lo dizer isso meus olhos não conseguiram reprimir mais nenhuma lágrima. Eu apenas chorava, chorava tanto que não conseguia sequer respirar direito. Meu corpo pedia pra eu desabar em cima do sofá de chorar até sair sangue, mas eu apenas não me permitia sofrer. Não quero parecer fraco aos olhos de ninguém. Já me basta ser fraco por dentro, onde ninguém pode ver.
— SiWon... Vá, por favor. Deixe-me sozinho por agora. Eu te ligo mais tarde — Pedi.
— Ok, se você não der notícias até amanhã de manhã eu arrombo esse apartamento atrás de você. –SiWon respondeu acariciando-me a face e sorriu manhoso.
— Obrigado. De verdade. Detesto brigar com você, é serio — sorri torto.
— Eu também... Eu também. — disse então me deu um beijo na testa e saiu do apartamento.
Agora era só eu e minha dor. Sinceramente, não entendo porque ele continua insistindo para que eu volte. Eu já disse que não, eu não quero mais ninguém. Preciso sair daqui, preciso sumir. Eu não quero mais sofrer. Faz dois anos desde que ele se foi. Eu preciso esquecer. Eu vou me libertar. Nem que pra isso eu tenha que me afastar mais ainda de tudo e de todos.
~X~

LeeTeuk batia na porta do apartamento de Chulla exatamente as 13:30 da tarde junto de SiWon.
— Abre isso HeeChul! — mandava LeeTeuk. — Agora!
Mas nada se ouvia em resposta. Era como se não houvesse ninguém lá dentro, bom, realmente não tinha, eles só não sabiam disso ainda.
— Ele costumava deixar a chave extra embaixo do tapete – comentou SiWon.
LeeTeuk se abaixou e levantou o tapete, mas ao invés de uma chave, havia uma carta. Abriu-a e leu junto de SiWon
Queridos amigos, sinto muito ter partido sem dar notícias, mas precisava sair desse lugar que me traz tantas lembranças. Já passou da hora de me libertar dessa dor que me consome a cada dia. Peço desculpas ao SiWon pelo modo como conversamos ontem e por não ligar, mesmo tendo dito que o faria. LeeTeuk, obrigado por tudo, por me ouvir noites e noites e por me dar consolo quando eu mais precisei. Eu voltarei em alguns meses, ou até mesmo em menos de um mês. Eu só realmente preciso de um tempo sozinho. Prometo que voltarei bem.
Amo vocês,
HeeChul”
— Não acredito que ele fez isso! — exclamou SiWon batendo o punho contra a parede.
— Fique calmo SiWon. É melhor deixarmos ele ir, ele está realmente precisando, não é mesmo? — Sorriu LeeTeuk compreensivo.
— É. Eu acho que sim... — respirou fundo e deu meia volta, saindo do apartamento de seu amigo junto com o líder.
~X~

Fazia 5 horas que estava sentado naquela poltrona de avião, mesmo dormido a viagem inteira, viagens de avião me deixam exausto. Há 5 anos comprei um pequeno apartamento em Tokyo e sempre que podia vinha aqui. E o que seria melhor do que sair da rotina de Seoul?!
Segui para o apartamento, mas antes comprei algumas coisas, daria uma boa limpeza e abasteceria a geladeira. Depois de ter a casa limpa e arrumada, tomei um banho e deitei.
Sentia-me tão cansado que acho que peguei no sono em menos de 10 segundos. Não sonhei com nada, por milagre. Acordei já era o dia seguinte. Plena quinta-feira, 10:30 da manhã. Preparei um sanduíche, um suco, tomei um banho e me arrumei. Iria andar pela cidade a fim de sair da rotina.
O dia mal havia começado e muitas pessoas rodeavam as ruas de Tokyo, estava distraído demais sentado em um banco de uma praça, até que ouvi meu celular tocar.
— Olá Zhou! — sorri.
— Quanto tempo, hein? — disse o chinês.
— Liguei para os meninos e eles disseram que você havia ido viajar. Onde está? — Perguntava.
— Em Tokyo. Vim passar uns dias. — respondi.
Era reconfortante ouvir meu amigo, Zhou sempre fora muito atencioso comigo e assim como LeeTeuk, sempre esteve quando eu precisava.
— Sério? Eu cheguei em Tokyo tem 2 dias. Vou embora sexta à noite! — Disse ele.
— Ai que bom! Vamos almoçar juntos? — Propus.
— Claro. Me encontre naquele restaurante que costumávamos comer quando vínhamos para shows ok? 
— Ok. Te vejo lá as uma da tarde. Até Zhou! — Finalizei e desliguei.
Passei em casa novamente, coloquei uma roupa relativamente mais arrumada e segui ao encontro de Zhou. Seria divertido encontrá-lo. Havia realmente muito tempo desde a última vez que o vira. Cheguei alguns minutos mais cedo e aproveitei para escolher uma boa mesa para nós dois.
O restaurante era igual, as paredes decoradas em tons de vermelho, lamparinas fracas e confortáveis espalhadas por todo o recinto. O balcão possuía 3 garçons e atrás haviam 2 cozinheiros. Me distrai novamente e nem percebi que ZhouMi chegara.
— Heenim! — Sorriu Zhou.
— Mimi! Que saudades! — Levantei-me e dei-lhe um abraço.
— Quanto tempo! Não te vejo desde quando veio aqui com HanGeng. – Comentou sorridente. Aquele simples e ingênuo comentário fez com que o sorriso verdadeiro que eu demorara meses para conseguir dar morresse.
— Ah, é verdade. — disse sem a menor motivação e me sentei.
— O que aconteceu? — Perguntou cauteloso.
— Longa história..
— Eu tenho tempo. — Fitou-me sério.
Zhou fez um pedido especial ao garçom e me disse para confiar no seu gosto para a comida. Realmente, ele sempre escolhia pratos deliciosos, mas logo que o garçom se fora ele voltara a me encara sério.
— Agora me conte — ordenou.
— HanGeng foi embora tem dois anos — disse secamente.
— Embora? Como assim? 
— Ele me abandonou Zhou. Um belo dia pegou as coisas e saiu. — respondi com a voz esganiçada pelas lembranças dolorosas.
— Eu não sabia. Desculpe hyung! — disse Zhou e em seguida me abraçou.
Lutei contra a vontade de chorar, mas me segurei. Depois desse inconveniente diálogo, almoçamos e conversamos obre outras muitas coisas. Felizmente, Zhou tinha o poder de fazer com que eu me distraísse e em questão de minutos, havia esquecido.
Seguimos para um shopping que tinha há 4 quarteirões do restaurante. Decidimos que iríamos passar o dia todo juntos, afinal, em 2 dias ele teria que ir embora.
Passeamos, compramos algumas bugigangas, tiramos fotos e por incrível que pareça o dia foi realmente divertido. Já eram quase sete da noite quando o sono começou a tomar conta de mim.
— Estou com sono e com fome — ri.
— Somos dois. Vamos comer então? — Perguntou Zhou.
— Vamos. Quero algo diferente das comidas tradicionais — dei de ombros.
Seguimos para uma galeria que tinha ali perto e entramos em um restaurante onde havia várias coisas não típicas da culinária japonesa. Havia pizzas, hambúrgueres e várias outras coisas. Optamos por hambúrgueres. Quantos anos eu não comia aquilo. Mal me lembrava do gosto. Tomamos alguns drinks, conversamos e decidimos dar uma última volta na galeria antes de irmos embora.
Zhou resolveu me mostrar o bairro próximo à galeria. Era um bairro simples, mas fofo. Crianças brincavam ao redor. Havia muitas lojinhas e restaurantes na beira da rua. Era um bairro um tanto quanto caseiro, muito bom. Conversávamos sem ligar pra nada, apenas aproveitando a companhia um do outro.
Estava tudo calmo e deliciosamente confortável naquela praçinha até eu me deparar com o que eu menos queria nessa vida: HanGeng.
Ele estava vestindo uma jeans preta relativamente apertada, uma blusa com gola em V branca e uma jaqueta, ele estava sentado no capô do carro e junto dele havia uma mulher, de cabelos negros bem longos, a mulher vestia um vestido vermelho escuro um tanto quanto, curto. HanGeng passava a mão pelo corpo dela sem a menor vergonha na cara.
Observei por alguns segundos com a respiração presa e o coração parecia que tinha morrido, pois as batidas estavam muito baixas. Assim que Zhou viu quem era, pôs-se a virar em minha direção e me fazer dar meia volta, mas infelizmente minhas pernas não obedeciam, meu coração doía e meus olhos começavam a arder. Não, eu não choraria ali.
Foi então que seus olhos encontraram os meus. Ele arregalou os olhos e se descolou da mulher.
— Vou primeiro — avisei para Zhou. — Depois eu te ligo. — e então parti, deixando HanGeng para trás, junto com meu amigo.
~X~
Estava escuro e eu só queria saber de uma coisa: minha casa. Nada de Zhou, nada de HanGeng, nada de nada. O que diabos eles estava fazendo ali? Ah, agora ele voltou a atacar no time alheio não é?! Bom pra ele. Ele está feliz e curtindo a vida. Nem deve se lembrar de como me deixou. Que quem teve coração partido fui eu.
“HanGeng, suma da minha vida! Apenas.” Era só o que eu queria.
Minha campainha tocou, mas não queria atender. Esperava que fosse Zhou Mi, por isso abri a porta sem pestanejar, mas para minha infelicidade, não era Zhou e sim HanGeng.
— O que está fazendo aqui? — perguntei como se não estivesse nem um pouco abalado.
— Eu que te pergunto — dizia mais natural impossível.
— Você se acha mesmo no direito de falar assim comigo? — eu começara a me exaltar.
— Er... Eu só queria saber por que você está aqui — disse abaixando o tom de voz.
— Estou aqui por motivos pessoais. Quis tirar umas férias, só por isso — disse dando de ombros. —Acho que você já pode ir embora não acha? — encarei-o.
— Senti sua falta — disse com sem a menor vergonha na cara.
— Você o que? — arregalei os olhos. — Você adora brincar não é HanGeng?! Você chega do nada, me pergunta o que eu estou fazendo aqui, sendo que você não tem a menor obrigação de saber e ainda tem coragem de dizer que sentiu minha falta?! Você não presta mesmo. — cuspi as palavras.
— Eu sei que não deveria estar falando isso — começou ele.
— Não interessa! Some daqui! Eu... Eu odeio ver você! — interrompi-o e bati a porta, mas ele infelizmente fora mais rápido e segurou-a.
— Não seja assim, por favor. — pediu.
— Você some por dois anos e não quer que eu seja assim? Realmente você... Você some e quando aparece está se agarrando com uma mulher e ainda me fala essas coisas. Eu não quero falar com você — disse tentando fechar a porta, mas HanGeng estava pressionando-a com os pés, impossibilitando assim, que eu conseguisse fechá-la.
— Eu... Eu sinto muito por não ter dado notícias. De verdade. — dizia cabisbaixo.
— Não me interessa se você sente ou não. Eu não gosto nem de ouvir o seu nome porque me dá nojo. — Olhei-o secamente.
— Você acha que eu não sofri? Tendo que partir daquela maneira? — perguntou agora me encarando.
— Não sofreu, tanto é que não ligou, não deu sinal de vida, não voltou... E ainda fica de agarração com outra mulher. Você aos meus olhos parece muito bem. — Disse sarcasticamente.
— Pois é! Acontece que não está nada bem! Zhou me contou como você reagiu assim que ele tocou no meu nome. E... Eu sempre procurei por notícias suas. Só não eram diretamente com você — disse me fitando sério.
— O que? Porque você não teve coragem de me ligar? Por que me torturar tanto? Foram dois anos! Dois anos HanGeng! Te esperando, sonhando com você, chorando na esperança de um dia você voltar. E eu só estou aqui em Tokyo porque decidi que iria te esquecer e olha no que deu?! Você me aparece! Estraga todos os meus planos! Eu não quero mais você. Sai... Sai da minha vida... Por favor. — Disse tudo isso em meio às lágrimas. Finalmente estava soltando tudo que vinha guardado por anos.
— Eu te disse uma vez que te amaria pra sempre não disse? –HanGeng perguntou segurando meu queixo, ambos de cada lado da porta.
Silêncio, essa foi a minha resposta.
— Eu nunca deixei de te amar, só desapareci, pois tinha muitos problemas por aqui e agora tudo está finalmente se acertando. Ver você brigando comigo no telefone àquela vez foi horrível. Pensei que seria melhor pra você se eu desaparecesse, mas eu nunca, um dia sequer, deixei de pensar em você. — sorriu conseguindo finalmente, que minha mão cedesse e ele conseguisse abrir a porta.
Nisso ele se colocou em frente a mim e agora ambos tínhamos os corpos colados, a tensão tomava conta do meu corpo. Soquei o punho no meu peito e respirei fundo.
— Você não deveria ter me abandonado dessa maneira. — disse ainda fitando seu peito.
— Eu sei. Me perdoe por isso. Você não sabe como... .
— Eu senti sua falta. —completei a frase em uníssono a ele.
E então HanGeng roçou os lábios no meu, misturando nossos hálitos. Há quanto tempo eu não sentia aquele cheiro em frente a mim. Aquela pele macia em contato com a minha. Longos segundos mais tarde finalmente nossos lábios se tocaram, fazendo com que uma corrente elétrica fosse passada por todo o meu corpo, fazendo-me me agarrar a ele com tanta necessidade, com tanta urgência, como se aquilo fosse o que mantinha meu corpo vivo.
Suas mãos trabalhavam veemente em minha cintura, talvez pela manga fina da minha blusa fosse mais fácil de sentir a força com que ele depositava cada aperto e passada de mão. Fechei a porta sem cessar o beijo e caminhamos cegamente em rumo ao corredor. Aquilo era como uma droga, meu corpo pedia por mais, queria mais. Desejava HanGeng como se o mundo estivesse acabando. Esbarrei a perna em uma das minhas malas, mas não me importei. Segundos depois estava sendo jogado violentamente em cima da cama.
HanGeng começara a me despir e vice versa. Aquele corpo escultural na minha frente só me deixava mais excitado. Precisava daquilo. Queria aquilo. Ninguém poderia entender as correntes elétricas que passavam pelo meu corpo toda vez que HanGeng me tocava.
A pessoa que eu mais amava agora mordia o lábio de uma forma tão pervertida que eu jurava que poderia ter gozado naquele instante. Já conseguia perceber a ereção tão bem formada de HanGeng mesmo por cima da jeans.
— Heenim-ah, eu senti tanto falta do seu corpo, de você. —dizia HanGeng entre beijos.
Retirei a calça de HanGeng com impaciência, queria senti-lo urgentemente. Assim que toquei seu membro por cima da cueca ouvi-o soltar um grunhido de aprovação e aquilo me incentivou a continuar. Pressionei com força, depois mais leve. Retirei a cueca e comecei com os movimentos de vai e vem, até decidir parar de torturá-lo e finalmente abocanhar aquele pedaço de carne que eu tanto desejava.
Resolvi atiçá-lo com movimentos leves no topo de seu membro, fazendo-o soltar espasmos que me fizeram instantaneamente sorrir, suguei até sentir que ele provavelmente estava perto do orgasmo. Ah, não seria tão fácil assim. Só que para minha surpresa, ele me parou quando também percebeu e me levantou. Beijou-me fazendo-o sentir o próprio gosto e me posicionando de costas a ele. Pôs seu membro de encontro com minha bunda de uma maneira dão sensual que senti meu membro latejar desesperador dentro das calças.
Ele começara a beijar meu pescoço, me virou de frente para ele e então desceu de beijos no pescoço, para o peito e pôs-se a brincar com meus mamilos, me fazendo soltar pequenos gemidos abafados. Sem ao menos esperar ele abriu minha calça e libertou meu membro já dolorido de tanto tesão.
Ele me pôs apoiado na cama e eu entendi que devia me preparar, mas não me importava. Precisava senti-lo me rasgando naquele momento.
—Me fode HanGeng... Com força! –Implorei.
Sem nem pestanejar, me deixei ser posicionado de quatro e enrabado de tal maneira como nunca havia sido antes. Senti-lo ali dentro, com tanta vontade me fazia ter vontade de explodir. Anos que não sabia o que era ser tocado por HanGeng e agora eu finalmente o tinha.
Após alguns segundos comecei a me mover, dando-o a entender que ele poderia se mexer junto.
— Heenim-ah... — gemia ele.
— Hankyung... Com força! — pedia não mais segurando os gemidos.
Cada estocada que HanGeng me dava era um grito de prazer que praticamente escapava de mim. Aquilo estava acabando com a minha sanidade. Ter ele me fodendo era a melhor sensação do mundo. Sentia que poderia gozar em qualquer instante. Meu cabelo era puxado com urgência e tudo que se ouvia eram gemidos, barulho dos nossos corpos de batendo, nomes sendo ditos da forma mais profana e sensual impossível, o que aguçava meus instintos mais ocultos.
HanGeng sabe como me fazer ceder a ele. Sabe como eu pertenço somente a ele. Cada estocada que eu levava era um prazer indescritível. Foi então senti aqueles tão conhecidos espasmos passaram de uma forma frenética por todo o meu corpo e pelo de HanGeng, nos indicando que havíamos chegado ao ápice.
Desfaleci na cama junto de HanGeng. Aquele havia sido um dos melhores orgasmos da minha vida.
— Eu amo você —d isse me entregando completamente a ele.
— Eu sempre te amei. 
— Mas... O que faremos agora? — perguntei reprimindo o choro.
— Eu não disse que voltaria pra você? Então... — sorriu daquela forma que eu tanto amo.
— Você vai voltar? — perguntei com um frio na barriga.
—Quem sabe... — sorriu travesso e me beijou apaixonadamente.
Me aninhei em seu peito pensando sobre o que ele havia acabado de dizer e terminei por pegar no sono.
~X~
Acordei e nem acreditei quando não vi HanGeng na cama. Uma sensação de abandono misturada com frustração tão bem conhecida por mim voltara a tomar conta do meu corpo. Levantei e não havia nenhum bilhete, nada. Meu bom humor morrera naquele instante.
Tomei um banho, me arrumei e decidi sair de casa. Assim que saí levei um susto. HanGeng estava parado em frente a porta do meu apartamento com duas malas.
— Bom dia — sorriu ele.
Agora a sensação de abandono sumira de meu corpo e eu estava realmente feliz de saber que não havia sido apenas sonho ou uma brincadeira ontem.
— Bom dia — sorri. — Pra que isso? 
— Arrume suas coisas. Vamos voltar pra nossa casa. — sorriu me dando as mãos e depositando um beijo leve, mas cheio de amor em meus lábios.
— Eu amo você — sorri e retribui ao beijo.
~X~


Postado por Scarlett Lefévre às 06:26

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