outubro 01, 2012

Written



Título: Written


Sinopse: Um mangaká experiente e cheio de boas qualidades finalmente consegue o tão esperado emprego.
Decidido e confiante de que irá se dar bem, acaba um pouco frustrado afinal, não teria a mínima ideia de que iria trabalhar com alguém tão inoportuno.
Seu pesadelo pessoal era nada mais, nada menos que seu editor-chefe.

Classificação: +18
Categorias: Super Junior
Gêneros: Amizade, Comédia, Lemon, Romance, Shounen-ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência





Prólogo

O ar gélido entrava pela pequena passagem rala que se formava abaixo da minha janela de vidro fazendo-me ficar um pouco arrepiado. Olhei para o relógio e vi que estava marcado duas e vinte da tarde em seu semblante vermelho vivo.
Joguei a cabeça para trás, inalando profundamente, sentindo o cheiro do chocolate quente recém deixado na minha mesa de trabalho. Expirei tranquilamente, sentindo meus músculos relaxarem e em seguida retraírem por culpa do incessante vendo frio que insistia em adentrar o meu ambiente de lazer.
Levantei-me, indo até o armário e pegando um casaco preto comprido e bastante confortável. Olhei para minha escrivaninha, percebendo o quão bagunçado estava. Havia papéis, lápis, tinta, canetas G e outras baboseiras espalhadas pela mesma. Bufei irritado com minha falta de organização.
Entrei no elevador, percebendo que o chocolate quente não bebido não iria me alimentar, – isso é mais do que óbvio não é?! – por isso, decidi que iria parar para comprar alguma porcaria antes de sair em busca de inspiração. Logo, estava saindo da confeitaria mais próxima, com uma sacola cheia de doces, como chocolates brancos e meio amargos, mais um copo com capuccino e uma outra sacola, onde continha dois pequenos croissants.
Rumei até uma espécie de bosque que ficava no centro de Seoul. Ao centro, havia uma praça enorme, da qual eu sempre me sentava com os colegas de trabalho para almoçar ou matar o tempo. No final de tal lugar, havia uma árvore bastante grande e ao lado uma ponte, da onde se podia ver um pequeno riacho. Sempre achara tal lugar lindo desde pequeno e agradecia por tal não ser freqüentado por muitos. Via vez ou outras crianças brincando, casais ou até mesmo animais de rua e corredores.
A árvore por sinal era relativamente velha, minha mãe dizia que estava ali desde antes dela nascer. Como era início de inverno, os galhos estavam desfolhados e para a maioria das pessoas, poderia considerar tal árvore feia, mas não para mim. Não achava nada mais belo do que ela nesta época do ano.
Talvez fosse porque eu gostava do ar que o inverno trazia á cidade e ás coisas, ou talvez eu fosse retardado o suficiente para ver a árvore a fundo. Mas que porra eu estou pensando?! Ri sozinho ao morder um pedaço farto do meu salgado, sujando minha própria boca e gola do casaco com o recheio. Bufei ao tentar me limpar, sem muito sucesso, afinal, de uma coisa eu podia me garantir: era altamente estabanado.
Meu celular vibrou no bolso da calça, fazendo-me tomar certo susto, afinal, não sou desses que fica recebendo ligações a todo momento. Na verdade, mal me usava dessas coisas. Preferia mil vezes passar o dia lendo do que assistir televisão, ou ficar na internet por nada. Deve ter sido por isso que escolhi meu trabalho. Desenhar sempre fora bastante confortável para mim e muito prazeroso, eu tenho que admitir.
Fora um dos mais rápidos da minha turma de ensino médio a decidir o que fazer, uma vez que já tinha me decidido ao primeiro ano. Seria mangaká de qualquer forma. Graças a uma força divina, ninguém na minha família implicou com tal decisão. Agradeço aos céus por ter pais como os meus. Ninguém merece ás vezes ter que lidar com os mais velhos, tão cheios de regras e preconceitos. Argh!
— Alô? –Enruguei as sobrancelhas.
— Senhor Zhou Mi? –Uma voz um pouco grossa revelou-se do outro lado da linha, fazendo-me ficar mais confuso do que estava.
— Sim, quem é?
— É da Asian Comics. Queria dizer que gostamos do seu currículo e que você foi contratado.
— O... O quê? –Abri a boca, estupefato. — É sério?
— Sim. Esperamos você amanhã ás dez e meia. Até Senhor Zhou.
— Obrigado. Até... –O som do homem do outro lado da linha desligando me fora ouvido, fazendo-me fechar meu próprio aparelho.
Não acredito que fui contratado. Quando deixei meu currículo naquela urna simples dentro daquele escritório, mal poderia supor que gostariam do leram ali. Claro que arranjar um escritor de mangás que fale chinês e coreano fluentemente não é normal e tal, mas ainda assim... Há tantos outros. Mas que se dane, eles me escolheram. Eu sou foda!
Sorria igual um retardado ao levantar-me do pequeno banco que ficava colado na minha árvore favorita. Peguei meu celular assim que guardei as porcarias que comprei de volta na sacola, pouco me importando com a zona que fazia, tomei um último gole do meucapuccino e rumei de volta ao centro. No meio do caminho disquei o número do meu querido amigo.
— Alô. –A voz familiar do meu pequeno fez-se presente.
— Henry lolito, adivinhe?! Fui contratado caralho! –Ri alto ao ouvir seu gritinho afobado do outro lado da linha.
—Ai meu deus Mimi! Não me chame assim, aliás... Parabéns!
— Obrigado. Apenas liguei para contar as novas e avisar que te encontro na portaria do seu prédio em quinze minutos. Tenho que comprar coisas novas e você vai comigo criança.
Dito e feito. Em quinze minutos estava com o lolito indo em direção á minha loja querida, comprar materiais novos e é claro, roupas. Estaria lindamente divino amanhã. Não teria que aturar mais o um medíocre emprego como mangaká numa empresa quase falida e agora sim, iria brilhar como eu sempre nasci para.
Preparem-se honeys, ZhouMi está a caminho.



Capítulo 1 - Asian Comics

— Anda lolito! –Gritei para o pequeno que andava lentamente tentando segurar as sacolas que eu o pedira para carregar.
— Você me faz de escravo e não quer que eu seja lerdo? –Reclamou.
Me virei para o esquilete que eu tanto adorava e apertei-lhe as bochechas assim que fiquei perto o suficiente de seu rosto. Coisa fofa esse bochechudo viu?! Sorri largamente, ignorando os olhos semicerrados do pequeno.
— Vamos tomar sorvete.
No mesmo instante um sorriso lindo fora posto no rosto de Henry que andava junto a mim – que também carregava sacolas ok?! Não sou tão mal assim – e logo adentramos á sorveteria do shopping.
Era um lugar relativamente animado, estava parcialmente cheio e eu costumava ir ali sempre que fazia compras. Sorri para o pequeno dono do estabelecimento, que era bastante educado. Logo, ele me servira duas taças, um com meu sorvete favorito e outra com a do Lolito.
Conversamos animadamente enquanto eu endeusava o terno que acabara de comprar. Era tão lindo! Minhas energias estavam renovadas, finalmente. Agora era apenas questão de mandar um email para minha querida ex-chefe e dizer que não trabalharei mais lá.
Terminamos de comer após repetirmos a taça de sorvete, paguei a conta e segui de volta para casa. Antes, rumei até o lado oposto do meu verdadeiro rumo, indo em direção ao curso de violino onde Henry era professor e assim que me despedi do pequeno voltei para minha querida e confortável casa.
Enruguei o nariz ao perceber o quão desorganizada ela ainda se encontrava. Claro, como se algum duende fosse passar pela fechadura e arrumar a casa enquanto eu estava fora. Fui até o banheiro, antes passando o olho pelo relógio, percebendo que ainda eram oito da noite. Retirei minha roupa, adentrando ao chuveiro recém ligado.
A sensação da água quente no meu corpo era maravilhosa. O dia havia sido bom, enérgico, mas ainda assim, eu estava cansado. A última noite eu passara boa parte acordado tentando criar uma estória decente para o maldito mangá, mas nada me vinha á mente. Resumindo: não dormi e nem trabalhei.
Assim que saí do chuveiro, vesti minha calça de moletom preta e minha camisa de manga cinza, fui até a cozinha e preparei um misto quente. Assim que ficou pronto, sentei-me na sala, ajeitando-me no sofá junto com um cobertor e um copo bem gelado de refrigerante.
Liguei o aparelho de TV, rodando primeiramente os canais, até que me deparei com um filme. Era um típico musical. Um filme um pouco antigo, mas bastante do meu gosto. Adorava assistir Moulin Rouge e havia mais de ano que eu não via. Comi o sanduíche e tomei de tal líquido, para então levantar-me ao dar os comerciais e escovar meus dentes. Logo, voltei para a quentura e maciez do meu sofá e meu cobertor, acompanhando avidamente o que acontecia no filme, quando o cansaço instalou-se no meu corpo tão rápido que eu nem percebera.

Acordei com meu celular tocando bastante alto, tateei tudo que havia em meu alcance, achando o maldito no chão ao lado do sofá minutos depois. Encarei o visor e vi que era o viado do lolito me ligando e que eram NOVE E QUARENTA E CINCO da manhã!
Meus olhos se arregalaram, enquanto meu corpo se movia rapidamente até o banheiro, abrindo o chuveiro e logo me vi nu e debaixo da água morna. Escovava os dentes enquanto me ensaboava, logo saindo do banheiro e procurando pelo meu terno lindo e maravilhoso.
Como nada comigo acontece como deve acontecer, eu claramente ao levantar o rosto da gaveta de cuecas, bati com a porra da testa na maldita porta do guarda roupa. Xinguei bem alto, irritado, olhei para o relógio novamente enquanto voltava para a cozinha apenas de calça de terno. O infeliz indicava dez da manhã.
— Puta merda!
Peguei um copo de suco que estava largado na minha geladeira e voltei para o quarto, passando desodorante e enfiando minha camisa social azul marinho, colocando o terno por cima e voltando ao espelho para ajeitar meu cabelo. Tudo estando devidamente arrumado; espirrei um pouco de meu perfume masculino extremamente delicioso por sinal e rumei porta a fora.
Apanhei minha moto na garagem. Aquela beldade avermelhada, grande e linda me esperava divamente. Sentei-me, colocando meu capacete e indo em direção ao meu novo emprego. Não tardou muito para eu chegar a tal destino. Enfrentei apenas uns cinco minutos de trânsito, felizmente nada caótico. Olhei para o relógio de pulso que indicavam dez e vinte e cinco da manhã. Suspirei aliviado ao ver que estava no horário.
Adentrei ao prédio. Era grande e cheio de várias empresas espalhadas pelas salas, possuía mais de vinte andares; assim que entrei no elevador, olhei-me no espelho percebendo o quão lindo e elegante estava naquele novo terno, sorri. Apertei o botão de número “vinte e dois” e antes de a porta se fechar, ela fora impedida por dedos grandes, finos, brancos e extremamente bonitos.
Um homem um pouco mais baixo que eu entrava no elevador. Vestia um terno cinza escuro bastante bonito. Liso e por baixo uma camisa social de seda negra, com gravata da mesma cor, quase que se mesclando á camisa. Segurava seu celular e digitava algo rapidamente.
Sua respiração estava levemente acelerada, como se tivesse corrido um pouco para chegar aqui. Supus que havia se embolado nas cobertas assim como eu. Ri internamente, voltando a observar seus traços.
Seu rosto era de um formato meio oval, seu nariz reto, perfeitamente esculpido. Suas mexas amarronzadas caíam levemente por sua testa, fazendo o penteado estonteantemente bonito para si; seus olhos levemente pequenos contrastavam com uma boca reta e um pouco carnuda e rosada. Suas bochechas eram de um tamanho comum, formando assim o rosto perfeito.
Meus olhos então caíram para o volume nas suas pernas... Que coxas eram aquelas senhor amado?! Tão salientes e marcadas naquele terno acinzentado. Olhei um pouco mais pra trás, deparando-me com sua bunda. Mordi o lábio percebendo o quão redonda eram aquelas nádegas. Meu pai! Tem como esse homem ter algum defeito?
Espera... Até agora ele não abriu a boca. Talvez quando dizem que pessoas podem ser perfeitas por fora e não por dentro seja verdade. Ou talvez esse cara seja divinamente perfeito e seria ótimo se ele caísse bem na minha cama e... Que diabos eu estou pensando a essa hora da manhã?
— Perdeu alguma coisa? –Sua voz grave saiu cheia de prepotência.
— Hm... Não, por quê?
— Porque seus olhos não desgrudam da minha nuca.
— Ah, me desculpe. Estava apenas divagando...
Um silêncio incômodo filho da puta se fez presente e o elevador finalmente parou, indicando que estava no andar desejado. O homem saíra antes de mim, e ao mesmo tempo uma brisa forte passara pelo corredor fazendo seu perfume passar por minhas narinas. Pude sentir seu 212 Men entrar em minhas veias respiratórias, deixando-me curioso.
Balancei a cabeça renegando tais pensamentos por um estranho que era ignorante por cima de tudo. Revirei os olhos, perdendo-o rapidamente de vista. Busquei a sala 22.004 e entrei. Deparei-me com uma sala bastante ampla. Sua decoração era surpreendentemente bonita. Os móveis cor de tabaco era decoradas com alguns detalhes ou objetos vermelhos, enquanto as paredes eram de um tom de areia, que era realçados com as pinturas e quadros.
Cheguei ao balcão de atendimento, dando de cara com um homem aparentemente mais velho que, seus cabelos eram de um loiro misturado com castanho, não sei bem como explicar. Sorriu-me totalmente simpático, fazendo-me reparar que tinha uma covinha única no canto da boca.
— Olá, me chamo Zhou Mi. –Sorri de volta.
— Ah, Senhor Zhou Mi. Bem vindo. –Levantou-se me esticando a mão, da qual eu a apertei educadamente enquanto fazíamos uma reverência curta.
— Ora, ora, bem vindo. –Uma voz grave fora dita por trás de mim, fazendo-me curvar o pescoço.
Um homem alto – mas não tanto quanto eu. Difícil isso, oi. – estava parado sorrindo. Era um homem forte e bem... Cheio. Não gordo, mas forte. Um sorriso brotou nos meus lábios, fazendo-me estender a mão para ele como reação automática. Ele a pegou e a sacudiu fazendo o mesmo movimento simples de uma reverência que o outro.
— Sou Kang In, o dono da empresa. E este é LeeTeuk, meu braço direito.
Olhei-os com uma cara meio intrigada afinal, se ele era seu braço direito, ele provavelmente era seu sócio, sendo assim, por que ele estaria no lugar do secretário.
— HeeChul precisou sair para pegar algum exame sei lá. Esqueci de avisar.
Parecendo ler minha pergunta mental, o loiro disse aquilo casualmente para o sócio que apenas revirou os olhos rindo. Olhei para os lados, em busca de mais alguém que ali estivesse e me deparei com algumas pessoas passando apressadas de um lado para o outro do outro lado do corredor.
— Bom, gostamos muito do seu currículo e das amostras de mangá que deixou junto com o tal. Está de parabéns. Espero que possamos trabalhar amigavelmente a partir de aqui.
— Farei o meu melhor.
Nisso os dois abriram um sorriso radiante, deixando-me mais animado por ter conseguido aquele emprego. O maior levou-me até uma das salas, apresentando-me o local e as pessoas. Decoraria os nomes depois, uma vez que ás vezes eu acho que sofro de perda de memória recente...
De qualquer forma, já havia umas boas horas que eu estava sentado na minha nova sala. Ela era decorada da mesma forma que lá fora, porém, a mesa era de madeira pintada de preto, a cadeira onde me recostava era vermelha. A parede da mesma cor que o local inteiro, havia ao lado esquerdo da minha mesa um armário grande e ao lado desse um sofá; do lado direito um amontoado de banquinho elegante de vidro e acima um quadro enorme de planejamento.
Meu celular tocou; um toque bastante conhecido e enfiei minha mão ao bolso da calça, achando que o demônio do aparelho estaria ali, mas não. Ele estava no bolso do paletó que estava pendurado atrás da porta. Great.
— Lolito do Mimi!
— Oi Mimi. Como está o trabalho?
— Indo bem. Até agora não fiz nada. –Ri soprado. — Ainda estou conhecendo as coisas por aqui. Espero ter trabalho logo...
— Já fez algum colega?
— Ainda não. Só consegui falar com os donos da empresa e um cara esquisito e estranho e arrogante no elevador. –Bufei, dando as costas para minha porta entre costada.
— Ah... Mas vai tudo dar certo. Agora tenho que ir. Tchau coisa bichenta.
— Tchau lolito.
Voltei minha atenção ao celular, desligando-o rapidamente. Resolvi sair da sala para socializar um pouco. Ao chegar novamente ao salão principal, dei de cara com um ruivo... Quando eu digo ruivo, eu quero dizer, cabelos de labareda, cabelo vermelho tipo cheguei!
— Olá. –Sorri simpaticamente.
— Olá! Você é o Zhou Mi, certo?
Acenei com a cabeça.
— É um prazer. HeeChul.
— Digo o mesmo.
— Então... O que está achando por ora?
— Estou normal, afinal, fora o Senhor KanG In e o Senhor LeeTeuk, você é o único com quem falei. –Sorri fraco, olhando para trás de onde vinham algumas vozes.
Me virei para tal direção, juntamente de HeeChul. Avistamos o dono da empresa juntamente do senhor-esquisito-das-coxas-gostosas que estava no elevador. Ambos discutiam algo que parecia ser bastante importante e talvez até complicado pelas expressões fechadas.
— O que será que houve? –Murmurei comigo mesmo curioso.
— Nem sei se quero saber. –O ruivo respondera.
— Aliás... Quem é aquele do terno cinza? –Apontei discretamente para o esquisito que havia se recostado na parede junto de Kang In e continuava a discutir sobre algo aparentemente importante.
— Aquele... –Riu soprado. — É o capeta em forma de gente. –Riu sozinho enquanto voltava ao trabalho, atendendo um telefonema recém chegado.
Despedi-me por um aceno do ruivo enquanto seguia de volta para minha sala, sentando-me em minha cadeira de acolchoamento avermelhado. A porta encontrava-se metade aberta, por isso quem quer que passasse me veria e vice versa. Estava rascunhando algumas ideias para mangás quando a voz do bendito das coxas grossas ecoou. Olhei para a frente, vendo-o passar elegantemente enquanto falava no telefone. Pude senti-lo dirigir seu olhar pra mim, com um sorriso tão perversamente descarado que fez meu corpo estremecer.



Capítulo 2 - Editor-chefe.

Havia completado uma semana desde que eu começara a trabalhar na Asian Comicse tudo estava indo bastante bem. Felizmente, uma vez que eu tinha que aturar aquele ser das coxas perfeitas das quais eu havia descoberto o nome. Durante a semana havíamos tido diversas pequenas reuniões, das quais sempre chegávamos a mesma conclusão: precisávamos criar um novo mangá. Como se isso já não fosse óbvio.
O dia de hoje havia sido cheio. Era sexta feira, quase sete da noite e as pessoas do escritório começavam a se arrumarem para deixarem o local, mas eu não. Não iria ver o lolito essa noite, não iria fazer nada a não ser me trancar nesse maldito escritório e pensar em alguma ideia decente para o tal treco do qual eu trabalho para.
Kang In era um amor comigo, deixando-me sempre a vontade. LeeTeuk não era diferente e é claro que eu saquei que eles tem alguma coisa. Pelo amor de deus, está em cada célula do corpo de cada um que eles se amam. Só um tolo para não perceber. HeeChul era bastante divertido, sempre dava um jeito de ir até minha sala e ficar de papo ao invés de fazer suas atividades, porém, sempre para minha surpresa, no final do expediente ele tinha tudo perfeitamente organizado e feito como deveria.
Lembrei-me de quando HeeChul me abordara na porta de minha sala enquanto meu queridinho edito chefe passava lentamente prestando atenção em cada um dos nossos movimentos. Por favor, aquele cara era completamente óbvio. As mãos do ruivo pousaram em minha cintura assim que ele passara por nós e pudemos vê-lo parar de se mexer e então voltar a andar lentamente. Nisso as mãos de HeeChul estavam apertando minha cintura enquanto seu rosto parava em meu pescoço. Pus minhas mãos em seu quadril enquanto o puxava para dentro da sala, com os olhos abertos e mirando o moreno.
Dedilhei os cabelos de HeeChul trazendo-o mais fundo em meu pescoço, vendo que o senhor coxas deliciosas me encarava descaradamente, pouco se importando se estava na porta da minha sala ou não. O ruivo parara de brincar falsamente com meu pescoço e me encarara com um sorriso tão filho da puta que só me fez adorá-lo mais ainda. Umedeci os lábios e selei os meus com os deles, começando um beijo completamente obsceno ali mesmo. Ouvimos os passos do moreno ecoarem no corredor, visivelmente constrangido por tal ato e começamos a rir cúmplices. Meu editor-chefe pode ser um ignorante completamente gostoso e eu posso muito bem ser um filho da puta quando quero. Por que não, não é mesmo?
Pude então ouvir batidas singelas na porta de minha sala e acabei sendo interrompido em meio á meu devaneio. Olhei para o causador de tal barulho e sorri de canto, olhando para o relógio em seguida e percebendo o quão tarde estava.
— Kyu... O que faz aqui tão tarde?
— Temos coisas a tratar.
— Ah temos?
— Sim. Primeira: seu conceito para o mangá. Segundo: deste falamos mais tarde.
— Oh sim. Então, eu pensei em fazer desenhar dois irmãos, que são gêmeos e são completamente populares numa escola, porém eles tem uma mania não muito comum: eles gostam de se mostrar para todos, quando digo mostrar digo que eles tem um pseudo caso.
Olhei para Kyu que havia sentado na cadeira em frente a mim e olhava-me como se eu fosse um retardado por ter pensado em tal ideia. Ah, convenhamos que era divertido esse tipo de polêmica.
— Você é um idiota. – Levantou-se.
— Acha mesmo que eu vou permitir que você publique esse tipo de história? Por céus são irmãos. Essa empresa não é uma empresa de desenhos pornográficos. – Bufou.
— E quem disse que eles vão transar? – Olhei-o de cima a baixo, dando ênfase no óbvio que estava em minha frase.
Silêncio. Ótimo, ele sabia muito bem que eu não ia fazer esse tipo de coisa, mas ainda assim cismava de me irritar. Caralho como esse cara consegue ser tão irritante e lindo ao mesmo tempo. Que inferno!
— Ok... É claro que eles não podem fazer isso... Mas ainda assim, sua ideia soa ridícula ZhouMi. Você realmente não deveria ter o emprego que tem.
— O quê?
Incrédulo. Era essa a palavra que me descrevi nesse momento. Como esse palhaço tem a audácia de dizer que eu não faço bem o meu trabalho. Claro, porque ele nunca me viu fazendo uma mágica com aqueles materiais de desenho. Qualquer um que me visse desenhando diria que tenho um dom. Mas é claro que ele não sabe disso, porque ele apenas está ofendendo meu conceito, que é ótimo por sinal.
— Qual seu problema KyuHyun?! –Gritei.
— Qual o seu moleque? – Retrucou semicerrando os olhos.
— Você é mesmo um arrogante. Acha mesmo que ficar subestimando os outros vai fazer você alguém melhor? Só porque você pode se gabar de ter uma boa aparência isso faz de você melhor ou mais capaz que qualquer outro? Sinto muito criança, mas não faz não ouviu bem? Pelo contrário. Só faz você mais um idiota nesse mundo.
Um punho fechado. Somente fora o que eu avistei antes de sentir seus dedos fechados atingirem meu rosto. Uma dor aguda e irritante tomara conta da minha área labial e assim que abri os olhos dei de cara com um Kyu em uma pose totalmente ridícula.
— Não acredito que você me socou. – Ri em escárnio.
— Você mereceu babaca.
Sorri, vendo sua expressão confusa por culpa da forma que se formou em meus lábios e logo seu rosto mudou para uma cara de dor. Culpa do meu punho lindo e maravilhoso que o atingia no mesmo lugar. Uma mão lava a outra Cho KyuHyun. Se ele achou que me socar não ia levá-lo a nada ele estava muito enganado.
Sentia o gosto do meu próprio sangue dominar meus lábios e assim que ele desencostou da parede – do qual encostara-se por culpa da pancada – pude ver que sua bca encontrava-se do mesmo estado da minha. Sorri novamente, sentindo meu peito arfar por culpa dos movimentos de segundos atrás. A sala encontrava-se iluminada somente pelo meu abajur e a luz fraca que vinha lá de fora. Reparei que ele lambia discretamente o sangue em seus lábios de uma forma um tanto... Sexy. Senti toda minha epiderme se arrepiar e me odiei mil vezes por estar sentindo-me atraído por aquele babaca numa hora dessas.
Para minha surpresa, pude vê-lo fazer um movimento brusco em direção a mim, logo suas mãos pegaram em minha cintura de forma tão bruta e sensual que quase perdi as forças da perna. Olhei para ele com confusão no olhar e assim que o fiz, seus lábios ensangüentados tocaram os meus, deixando-me sem ar. Oh céus, como alguém poderia ser tão gostoso?!
Minhas mãos correram para a barra de sua camisa, certificando-me que ela ficaria bem melhor no chão daquele escritório. Sua boca dominava a minha com tanta precisão que eu ficava sem ar. Sua língua lambia o ferimento que ele mesmo causara em mim, sorri enquanto senti-o fazer tal movimento e lancei um “foda-se” para a minha sanidade, que não precisava estar ali naquele instante.
Obediente como era logo ela me obedeceu e pude sentir minhas mãos começarem a arranhar o abdome recém descoberto do meu editor-chefe que insistia em morder-me o pescoço, fazendo-me soltar pequeno grunhidos necessitados. Logo, um sorriso foi posto em meu rosto quando o vi afastar-se rapidamente de mim e começar a desabotoar a própria calça, logo após fazer o mesmo com a minha. Seu olhar era tão intenso e tão sensual que podia me perder em tais orbes.
Logo ignorei o sentimento esquisito que me infligia e ajudei-o a abaixar o resto da calça até o joelho. Não pude fazer muito uma vez que assim que eu desci as mãos por suas pernas descendo o pano com minha mão, dedilhei lentamente seu membro já desperto e com isso suas mãos dominaram minha cintura novamente, fazendo-me sentar na minha própria mesa do escritório. Sorri ao vê-lo puxar minha cueca umedecida sem nenhum pudor.
Assim, em alguns segundos estávamos ambos praticamente nus. Eu em cima da minha própria mesa, vendo alguns papéis ameaçando pousarem lentamente no chão, o corpo de Kyu pesando sobre o meu e então a conhecida dor. Uma dor tão prazerosa que me fez gritar. Havia sido penetrado de uma forma tão intensa e selvagem como nunca fora antes. Urrei de prazer e senti minhas unhas não tão grandes fincarem-se na pele quente e suada de Kyu, ouvi-o arfar em meu ouvido, enquanto iniciava a sequência de estocadas deliciosas e frenéticas.
Seu ritmo era tão forte que me fazia pender a cabeça para trás em busca de ar, de apoio. Suas mãos em minha cintura me puxavam para si enquanto seu corpo fazia o movimento de penetração, dando assim, choques de prazer em mim, deixando-me louco de prazer.
Mais alguns minutos naquelas estocadas maravilhosas e pude perceber os gemidos de Kyu praticamente audíveis, deixando-me maravilhado e tão excitado que senti que estava perto do clímax. Não tardou para desfazer-me em mim mesmo, enquanto Kyu fazia o mesmo só que dentro de mim, me extasiando.
Seu corpo então caíra em cima do meu, buscando ar com tanta força que parecia que iria morrer. Não sei por que, mas minhas mãos correram até seus cabelos, afagando-os, e para minha surpresa, as dele pararam em minha cintura acariciando o local levemente. Claro que estranhei o movimento, e pus-me a sentar-me na mesa, olhando-o nos olhos. Suas orbes me transmitiam um paz tão grande naquele momento que me perguntei se ele era mesmo o KyuHyun de antes.
Sorri, vendo-o retribuir tal gesto. Suas mãos afagaram meu rosto e logo se afastaram para que ele ajeitasse suas vestes. Fiz o mesmo, assim, em alguns pequenos minutos estávamos os dois vestidos, olhando um para o outro. Eu estava receoso do que falar e esperava que ele quebrasse aquele silêncio bizarro. Olhei para meus cadarços que naquele instante me pareciam melhor do que olhar para o rosto de Kyu.
— Zhou Mi... – Ele começou. Olhei-o indicando com o olhar que ele poderia prosseguir se quisesse. — Acho que gosto de você.
— ... – Soltei o ar pesadamente. Quem era aquele ali em frente a mim?! —Isso é brincadeira não é?
— Não. – seu semblante era sério. — Eu me encantei por você desde que entrei naquele elevador.
— Então porque agiu sendo tão irritante e idiota nesses últimos dias? – Ergui as sobrancelhas.
— Eu estava natural, mas algo em você... Me faz meio que mudar. Me sinto tão bem perto da sua presença. Nunca senti isso antes, não sei o que é... – Confessou.
— Vamos descobrir isso juntos. – O abracei, sorrindo pelo que havia ouvido.


Capítulo Final - Surpresa.



Dormi naquela noite apenas por algumas horas. Não conseguia acreditar que tinha ouvido tais coisas justamente de KyuHyun. Impressionante como aquele maldito conseguia deixar-me tão bobo e imbecil e também como ele conseguia mudar a personalidade dele de cruel e fria para algo doce e encantador. Maldito seja você Kyu.
Rolei pela cama irritado com o que havia acontecido apenas algumas horas atrás. Ele fez questão de me trazer até em casa e nós consequentemente entramos, dei a ele uma xícara de café, da qual ele elogiou e antes de ir embora, beijou-me de uma forma tão doce que eu senti minhas pernas ficarem bambas. Não acreditava que estava me apaixonado por aquele imbecil.
Dormi pouco, claro, contando com a minha falta de sono por culpa de um certo alguém. Tomei meu banho longo e quente, parando para pensar em tudo que estava acontecendo. Eu não poderia negar que ele era incrivelmente bonito e envolvente, ontem havia sido magnífico, mas deveria deixar-me levar mais do que isso? Deveria eu me permitir sentir algo por ele? Me entregar...?
Aish! Que se foda também. Decidi ir até o trabalho, chegando alguns pouquíssimos minutos mais cedo do que deveria, parando para fofocar com HeeChul e contar o que havia acontecido, além de agradecer pelo plano imbecil dele que havia dado certo afinal de contas.
Voltei para dentro do meu escritório, feliz por encontrar LeeTeuk esperando por mim com um sorriso no rosto. Ele disse-me que havia aprovado a minha ideia e que eu poderia começar a desenvolver os desenhos agora mesmo. Não tardei a fazer uma vez que era um dom meu fazer tais rabiscos perfeitos.
Concentrei-me por boas horas, focando nos desenhos, fazendo cada um de meus personagens com muito carinho e dedicação. Meu estômago roncou indicando que era hora do almoço e que eu deveria dar uma pausa no que fazia ou ele ficaria irritado comigo. Levantei-me, pegando minha carteira no bolso do casaco e partindo porta a fora, porém, para minha infelicidade talvez, havia um homem entrando.
Ele era mais baixo que eu, seu rosto totalmente infantil, bonito até. Olhei-o de cima a baixo e ele sorria simpático. Logo, ouvi passos atrás de mim e o cheiro do tão famoso perfume fez-se presente, e inconscientemente sorri.
—Kyunnie... –O sujeito praticamente gemera enquanto corria para cima de Kyu e pulava em seus braços devidamente estendidos. Se abraçaram apertado por alguns minutos.
Mas hein? Que intimidade toda é essa?! Olhei para HeeChul erguendo as sobrancelhas e ele ria na cara dura de minha “desgraça”. Murmurei um xingamento baixo enquanto ele ainda ria da minha humilde pessoa.
Kyu o abraçava com tanta voracidade e vontade que era como se quisesse unir seu corpo ao dele, o que me irritava por completo. Aish! Eu sou mesmo um idiota. É claro que eles tem um casinho e tudo que aconteceu ontem não passou de sexo casual. Eu sou mesmo uma besta por acreditar que ele pudesse nutrir sentimentos por mim.
Quando que isso aconteceria hein Zhou Mi?
Nunca.
Resposta correta. – 2 seconds ago, via consciência.
Bufei ao olhar novamente para HeeChul que estava atendendo a um telefonema e encarei os dois que começavam a desfazer o abraço. Bati o pé em direção até minha sala, não antes dando um pequeno esbarrão no meu editor-chefe e entrei porta a dentro. A fome já não existia mais e tudo que eu fiz foi começar a desenhar de novo.
Peguei meu lápis, meu bloco de desenho e sentei no chão mesmo. Como uma criança birrenta. Tracei cada parte do rosto de um dos gêmeos, deixando-o com feições um pouco femininas, mas lindo. Estava tão entretido colocando minha raiva pra fora no meu trabalho que não percebi minha porta ser aberta.
— Está tudo bem Mimi?
Minha cabeça que antes estava curvada agora se levantou minimamente com o olhar cerrado. Sorri irônico.
— O que vocês tem? –Fui direto.
— Vocês quem?
— Você e o bundudo aí fora.
— SungMin?! –Riu soprado. — Ele é só um amigo Mimi. Não o vejo desde que ele se mudou para a América. Finalmente ele veio até Seoul e passou aqui para me visitar.
— Hm.
Meus olhos retornaram para o papel e logo minhas mãos tomaram novamente o lápis e voltaram então a desenhar. Meus personagens tomavam vida rapidamente enquanto Kyu apenas ficava em silêncio e me observava.
— Mimi, não fique com ciúmes. –Ele puxou meu queixo assim que se abaixou ficando do meu tamanho.
— Não estou.
— Está sim. –Sorriu. Idiota. — Já disse que você fica lindo com essa carinha de enfezado?
— Aish Kyu. –Tirei sua mão de meu queixo, quebrando o contato visual.
Ele então se levantou e puxou meus braços, fazendo-me ficar de pé. Colou seu corpo ao meu e deu-me um selinho. Sorri ao sentir seus lábios doces aos meus e não pude evitar de ignorar todo o mundo naquele momento. Só existia eu e Kyu naquele momento. Mas logo em senti um tolo por estar me derretendo. Então senti seus lábios darem um pequeno beijo em meu queixo, em seguida no pescoço e voltarem para minha boca, iniciando um beijo calmo.
Demorei-me alguns segundos naquele gesto totalmente fofo de Kyu, mas logo o quebrei, rolando os olhos para ele e sorrindo de canto. Como conseguia ser tão lindinho? Aish. Farei dele um bichinho de estimação qualquer dia desses. Só que não.
Suas mãos então pararam nas minhas, puxando-me para fora da sala e seguiu em direção a entrada do escritório. HeeChul terminava de arrumar algumas coisas e logo fecharia a empresa por uma hora e meia, até que todos voltássemos do horário de almoço. Assim que entramos os olhos de SungMin param nas nossas mãos e me senti relativamente envergonhado.
— Minnie... –Disse chamando a atenção do dono do nome e a dos demais que estavam ali perto de HeeChul. — Vamos almoçar? Trouxe companhia.
Olhei para o ruivoso com um olhar confuso, mas dei de ombros. A expressão de LeeTeuk para eu e Kyu de mãos dadas era tão engraçada e fofa. É chefe, nem eu entendi como isso foi acontecer.
— Que é esse Kyunnie? –Sorriu gentil.
— Meu namorado.
Um sorriso largo foi colocado em meu rosto, assim que ouvi tais palavras. Kyu olhou para mim e sorriu, selando meu lábio num beijo simples e rápido, logo me puxando para fora do escritório para irmos almoçar. É... Quem diria que meu pesadelo pessoal iria virar meu sonho pessoal. Preciso ligar para meu querido lolito e contar as fofocas, mas não antes de beijar meu lindo namorado.

Postado por Scarlett Lefévre às 09:31

1 comentários:

AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH
PERFEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEITO
Sou a versão mulher do Zhou Mi.. a única diferença? Não sei desenhar, e não tenho o meu Kyu..
Preciso dessas coxas...
Vou saindo porque estou quase tendo uma hemorragia nasal kkkkkkk'
amei a fic

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