fevereiro 13, 2013

Out The Limit.


           


Título: Out The Limit

Categoria: Super Junior
Classificação: 18 anos.
Gêneros: Universo Alternativo, Amizade, Romance, Lemon, Yaoi.
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo.


Notas Iniciais: Oi gente! o//
Depois de alguns dias a continuação chegou ~/ Particularmente não iria haver terceira parte, porém eu sofri ameaças no twitter e no MSN e-e
Boa leitura e não se esqueçam, para lerem e entenderem esta, vocês devem ler antes Auditory Sweet Auditory Get Naked, na sequência.
xoxo


Parte 3 - Pleasure's Edge.



            Eram quase seis e meia da manhã quando o relógio de Kim HeeChul despertou numa quarta feira, após uma semana e meia extremamente turbulenta na escola. Os professores estavam dando trabalhos árduos e em grandes quantidades. Mal conseguia tempo para respirar, ou se preocupar com coisas banais. Em certo ponto agradecia por estar passando por tal situação, assim poderia ignorar HanGeng e suas insinuações sobre o que fizeram ao telefone dias atrás.
            No dia anterior, o chinês chegou perto do mais velho quando ele estava conversando com Zhou Mi e KyuHyun, como se o clima já não estivesse esquisito por si só, ele decide fazer uma coisa daquelas. O mais velho rolou os olhos, pediu licença e saiu, deixando todos murmurando perguntas, mas não se importou.
            Como se não se pudesse ficar pior, ele havia ficado metade da noite acordado fazendo deveres de umas quatro matérias, sendo que três ele teria que entregar para hoje mesmo e, para variar, era quarta feira. O dia da semana que HeeChul particularmente mais odiava, pois havia aula de biologia e química prática.
            Abriu os olhos, fitando o teto branco e logo os fechou por reflexo da claridade que estava dominando o quarto. Rolou o corpo para o lado direito e agarrou-se ao cobertor, afundando a cabeça na maciez daquele pedaço longo de pano e sentiu o cheiro do amaciante que a empregada provavelmente havia usado na última lavagem.
            Seguiu para o banheiro, ligando o chuveiro, deixando a água fria cair e começar a aquecer. Voltou para dentro do quarto, abrindo o guarda roupa de madeira escura, abrindo as gavetas e pegando uma roupa íntima limpa e uma camiseta branca também limpa — seu uniforme, é claro —, esticando a mesma peça em cima da cama, voltando ao armário e pegando calça jeans negra e um casaco preto, que o permitira ficar aquecido naquela manhã gostosa de outono.
            Olhou-se no espelho, rindo sem humor das pequenas olheiras que estavam aparecendo embaixo dos olhos por culpa das últimas noites mal dormidas. Retirou a camiseta verde com qual dormira, passando-a lentamente pelo corpo até ela estar no chão e logo fez o mesmo com a calça cinza de moletom, que estava bem quente e confortável. Virou-se para o box e esticou a mão, sentindo a água quente aquecê-lo os dedos gélidos.
            Não tardou para que estivesse perfeitamente limpo e cheiroso, pronto, em frente à cama, devidamente vestido. Bocejou ao sair do quarto, descendo as escadas, chegando à cozinha de sua casa, encontrando seus pais e sua irmã sentados à mesa, tomando seus desjejuns. HeeChul optou por um chocolate quente, preparado pro si mesmo, ali mesmo. Enquanto o leite esquentava, focou-se em roubar pequenos pedaços de torrada que havia em cima da mesa. Nem se deu ao trabalho de se sentar, apenas tomou seu achocolatado e preparou-se para ir para a escola, indo escovar os dentes e buscar seu material escolar.
            Ao abrir os olhos e – após ser obrigado – retirar seus fones de ouvido, HeeChul pôs-se para fora do carro de seu pai, e logo se via na sua carteira, dentro da sala de aula, após praticamente se arrastar pelos corredores daquele remoto lugar, encarando a face irritante de seu professor de química prática. Era hora de enfrentar a primeira sessão de tortura química do dia.
— Como podem pensar que eu vou ter competência pra fazer um treco desses a essa da madrugada? — HeeChul reclamou, apontando para os livros e objetos do laboratório em que estavam para cursar essa matéria.
            Zhou Mi, que estava sentado na carteira ao lado, com a cabeça baixa, murmurou algo em concordância e continuou a tentar cochilar.                    
            KyuHyun chegou junto de mais dois hyungs, que eram amigos de HeeChul, assim como de HanGeng. O chinês ainda não havia aparecido na sala e faltavam cerca de cinco minutos para o sinal bater e logo a entrada seria quase que proibida. Tal detalhe não passou despercebido pelo coreano que era um pouco mais velho que a maioria de toda a sala, e que agora fitava inconscientemente a porta de entrada, mordendo os lábios por dentro, numa expressão nítida de ansiedade.
— O que você tanto encara, mano? Tá esperando quem? — KyuHyun cutucou HeeChul no ombro, uma vez que estava na carteira detrás, sorrindo maldosamente ao perguntar.
— Ninguém — deu de ombros.
— Sei — semicerrou os olhos, alargando o sorriso. — Mimi? — chamou. O chinês ruivo levantou a cabeça preguiçosamente da mesa e o encarou, esperando. — Você não sente falta de alguém aqui na sala, não?
— Hm... — pausou. — Não me faz pergunta difícil há essa hora, Kui Xian — rolou os olhos e baixou a cabeça mais uma vez.
— LeeTeuk hyung? — Chamou o outro mais velho, que estava sentado à direita de HeeChul, podendo ouvir perfeitamente a conversa.
— HanGeng e JongWoon — respondeu sem tirar os olhos do livro que lia.
— JongWoon acabou de chegar. — KyuHyun avisou, relaxando na cadeira, enquanto HeeChul virava-se para trás e o encarava com os olhos semicerrados.
— Vê se me erra, moleque.
            HeeChul deu-lhe um dedo do meio, num gesto sujo e viu o mais novo fazer uma expressão de falsa ofensa. Revirou os olhos e antes de começar a prestar atenção na aula, olhou para a porta, na esperança que ela se abrisse, e que o chinês entrasse. Por mais que fosse difícil até admitir isso para si mesmo.
— Antes de passar matéria nova, eu vou passar um dever pra vocês — o professor começou. — Já que estamos duas aulas adiantados na matéria, resolvi passar um trabalho, prático obviamente, assim, esse trabalho soma como ponto de uma das três provas que vocês fazem ao longo do bimestre.
— Aish, lá vem! — Kim YoungWoon, que estava sentado atrás de Zhou Mi sibilou, largando-se na cadeira, com puro tédio.
— O trabalho será feito em dupla e antes que façam qualquer baderna sobre isso, saibam que eu já tenho a planilha com as duplas, portanto, não se animem muito.
— Era só o que me faltava — KyuHyun reclamou.
— Eu só sei que quero dormir. — Zhou Mi resmungou, manhoso, enquanto deitava-se sobre a mesa mais uma vez naquele início de manhã.
            HeeChul estava um pouco alheio às cenas ao redor e só percebeu que havia viajado um pouco quando ouviu uma voz muito bem conhecida, com um sotaque extremamente único, logo em seguida a voz do professor voltava a falar:
— Tudo bem, HanKyung. Sente-se que eu tenho que passar explicar o dever que ficou para casa e depois tenho que falar sobre o trabalho.
            O chinês bufou ao perceber que apenas sobrou lugares nas fileiras da frente. Optou por sentar-se duas cadeiras a frente de LeeTeuk, assim não ficaria muito longe de alguns amigos. Olhou para HeeChul que tinha a postura ereta e prestava atenção no próprio chinês com tanto descaramento, que foi impossível reprimir um sorriso.
            Percebendo isso, HeeChul franziu a testa e abriu o material, pronto para corrigir seus deveres. Ou ao menos tentar.
            A aula passou num tédio grandioso e faltava cerca de dez minutos para que o sinal batesse e eles tivessem que assistir à outra matéria. Zhou Mi finalmente parecia ter acordado um pouco e estava com o rosto apoiado por uma das mãos enquanto a outra rascunhava coisas sem noção em seu caderno. KyuHyun estava prestando atenção no amigo ruivo, que era sempre tão sonolento a essa hora da manhã. Por um mísero segundo lembrou-se do episódio com seus dois hyungs e sentiu-se aquecer as bochechas. Aquilo havia se tornado algo tão... Secreto e até normal entre eles, mas ainda assim era inevitável não sentir-se tomado por uma timidez ao lembrar-se daquele ato tão erótico e profundo.
            HeeChul e HanGeng pegaram-se olhando um para o outro sem que havia uma chance e isso com certeza não passou despercebido por ambos. O clima estava assim desde o dia após a experiência do telefone. Ficavam nervosos na presença um do outro e consequentemente ficavam ansiosos para que o outro aparecesse. Era uma briga de gato e rato.
— Zhou Mi e LeeTeuk, vocês serão uma das duplas para o trabalho. — O professor avisou, virando-se para a classe em seguida e esperando por silêncio e atenção.  — Prestem atenção, só direi uma vez.
— Blá, blá blá — Kim YoungWoon murmurou junto de KyuHyun, mesmo que estivessem parcialmente distantes.
            HeeChul achou aquela cena um pouco cômica e deu uma risada soprada, junto de Zhou Mi.
— Kim YoungWoon e Kim JongWoon.
— UHUL! BONDE DOS WOON! — Gritou YoungWoon, fazendo o professor revirar os olhos e seu outro quase xará rir do comentário.
— Kim HeeChul e HanGeng.
            No mesmo instante que o professor disse, todos da sala se viraram para os dois, esperando reações.  O próprio professor estranhou o silêncio e perguntou-se mentalmente o que havia acontecido para que ficassem todos sem dar um pio daquela forma.
— O QUÊ? — HeeChul berrou, fazendo Zhou Mi dar um sobressalto na cadeira ao lado. — Isso só pode ser sacanagem!
— Sacanagem é o que a gente faz no telefone — rebateu o chinês.
— Ai meu deus! — HeeChul virou-se para ele, fazendo expressões de raiva, amaldiçoando até oitava geração de HanGeng. — EU ME RECUSO A FAZER DUPLA COM ISSO — apontou para o garoto louro sentado na cadeira bem à frente.
— Não interessa. Você vai e acabou. — O professor virou-se para o caderno em que continha a planilha e voltou a ler as duplas: — KyuHyun e HyukJae.
            Finalmente o sinal bateu e HeeChul saiu porta afora bufando, olhando atravessado uma última vez para o professor que o ignorou completamente. Adentrou a um dos banheiros, colocando-se em frente a pia, abrindo-a e enchendo as duas mãos com água gelada, molhando então o rosto, tentando colocar os pensamentos no lugar.
            Por culpa de um trabalho em dupla tudo aquilo havia começado. O que poderia acontecer agora?

 ——^^——

            Assim que o sinal do intervalo bateu, HeeChul deu graças aos céus. Saiu da sala com sua mochila, foi até a cantina, onde havia bastante gente, o que o fez ganhar uma pequena veia saltada de irritação. Eram quase onze da manhã e ele teria mais duas aulas extremamente chatas. Uma de biologia e a outra de química e ambas eram práticas!
            Comprou um suco de abacaxi com hortelã e seguiu para uma área da escola que as pessoas raramente iam até. O bosque da escola era um lugar extremamente calmo e bonito, porém como a maioria das pessoas aparentemente preferiam os lugares lotados, como os refeitórios e as quadras, quem seria Kim HeeChul para discordar.
            Sentou-se embaixo de um ulmeiro bastante grande que ficava perto de alguns pequenos bancos feitos de madeira. O coreano preferia sentar-se a raiz, era melhor, no seu ponto de vista. Colocou seus fones de ouvido, permitindo-se começar a entrar num mundo só e completamente seu.
            Começou a pensar sobre como sua vida havia se tornado uma loucura nos últimos dias. Eram tantas funções na escola e fora. E o ano letivo apenas havia começado. Impediu sua mente de divagar por lugares onde não deveria e tentou ficar ali, apenas curtindo a música, sem pensar em absolutamente nada. Porém seu plano foi completamente arruinado quando sentiu um pequeno sopro tocar-lhe a face. Pensou ser o vento, mas a brisa era quente e aconchegante. E cheirava a... Canela.
            Arregalou os olhos e deu-se de cara com o rosto de HanGeng extremamente próximo ao seu, encarando-o como se fosse um objeto a ser apreciado. Sentiu-se corar diante de tal expressão, mas logo tratou de empurrá-lo e levantar-se.
— QUAL É A SUA, CRIATURA DOS INFERNOS? — Esbravejou enquanto arrumava a própria roupa e passava a mão pelos cabelos sedosos e bem cuidados.
            HanGeng havia apenas cambaleado um pouco, apoiando-se nas próprias mãos e pelo fato de estar ajoelhado, não caiu da maneira que o mais velho gostaria. Levantou-se enfim, limpando as mãos na própria roupa e olhou enfurecido para o coreano, que fez um leve bico e arregalou parcialmente os olhos. Como era de se esperar, logo HeeChul adquiria a mesma expressão de "macho" que o chinês estabelecia e permanecia numa pose de quem estava pronto para brigar.
— Qual é a minha? — Perguntou, com a voz rouca e o olhar quase felino. — Isso.
            Então HanGeng levou as duas mãos até a cintura de HeeChul, envolvendo-o em seu cheiro de homem que ele tanto gostava, em sua pele que o coreano tanto apreciava tocar, envolvendo suas bocas como ha semanas não tinham oportunidade de fazer. Redescobriu aquela cavidade que o mais velho continha, que era tão quente e sempre tão deliciosa. A combinação exótica da canela do hálito do chinês com o gosto final do hortelã que restou do suco de HeeChul, por mais estranho que fosse, parecia tão deliciosamente correta naquele momento.
            Talvez fosse a saudade, ou talvez fosse a certeza que se passava na mente de ambos. A certeza de que aqueles corpos, e por mais que não admitam, talvez até aquela almas tenham sido feitas uma para outra.
            HanGeng enfiou a língua na boca do mais velho, tocando a dele e naquela hora todo o autocontrole foi por água abaixo. O chinês empurrou HeeChul com força contra o tronco da árvore, imprensando-o ali, pressionando seu corpo contra o dele de forma erótica e provocativa. O mais velho gemia contra seus lábios e as unhas já estava dentro da camisa de HanGeng, arranhando-o a pele branca e macia.
            O chinês levou uma das mãos até os cabelos do mais velho, puxando-os enquanto seus lábios iam até o pescoço, chupando-o com violência, degustando daquela área como se estivesse em abstinência. HeeChul soltou um lânguido gemido quando o louro cravou os dentes contra aquela parte de seu corpo, antes de dar mais uns de seus furiosos chupões. O mais velho estava com as mãos acariciando e arranhando as costas e barriga do chinês, porém naquele instante, enquanto permitia-se gemer para ele, deixou que uma de suas mãos escorregasse até a pélvis de HanGeng, abrindo desavergonhadamente o pedaço de jeans que ele usava, acariciando-o então por cima da cueca.
            O coreano alisou aquele mastro com tanto gosto que no instante em que as próprias mãos tocaram o sexo coberto do amigo, HeeChul gemeu na mesma altura que o louro. As bocas voltaram a se encontrar; as línguas tocaram-se mais uma vez, colando-se feito animais selvagens que disputavam o local para seu bando. HanGeng continuou pressionando o corpo contra a mão e a pélvis do mais velho, enquanto com uma das mãos levantava uma das pernas de HeeChul na lateral de seu corpo, passando a mão por toda aquela extensão, arrancando suspiros sôfregos dos lábios agora extremamente avermelhados do menor.
— Veio cumprir o que prometeu no telefone, chinês? — HeeChul murmurou ao morder a orelha de HanGeng, que gemeu baixo, correspondendo as carícias.
            HanGeng deixou a mão que apertava a cintura do mais velho e levou-a até o rosto deste, que pendia um pouco para trás, numa posição deliciosa para a boca faminta do louro que estava pronta para se deliciar com aquele pescoço branco e exposto. Puxou-o de leve a face, fazendo-o olhar para si. Encaram-se por algum tempo, antes que o chinês aproximasse os rostos, levando a língua até o lábio inferior do mais velho, lambendo-o e em seguida, sugando-o devagar. O movimento foi tão sensual e sútil que o membro de HeeChul praticamente pulsou em suas calças e o ar parecia insuficiente.
— Não posso te comer nem aqui, nem agora, HeeChul — o chinês rebateu, enquanto descia os lábios para o pescoço do mais velho, que mordia os lábios, tentando conter a onda de desejo que entorpecia cada parte de seu corpo e mente. — Mas isso não quer dizer que eu não vá fazer.
— Vamos ver.
            E dito isto, HeeChul apenas empurrou mais uma vez, fazendo-o dessa vez cambalear de verdade e cair no chão. Vendo a cena que queria minutos antes, HeeChul passou as mãos nos cabelos, abaixou-se, pegou seu celular, guardou-o no bolso e saiu. Quando estava por volta de duzentos metros longe de HanGeng, o mais velho olhou para trás, vendo-o ainda sentado, com uma expressão que HeeChul não soube tomar como boa ou como ruim. Só soube que nada acabaria ali. Na verdade, tudo parecia apenas continuar. Porém dessa vez de forma muito mais intensa e sem mais ninguém no meio.

——^^——

— Eu vou jogar esse treco na tua fuça se você não calar a boca, pastel chinês.
— Eu devo ter feito uma orgia na cruz pra ter que suportar isso — Zhou Mi se intrometeu, uma vez que estava dividindo o balcão do laboratório de ciências com a própria dupla e HanGeng e HeeChul.
            O mais velho dos quatro rolou os olhos, antes de voltar a focar no trabalho em que fazia com o chinês ruivo. HeeChul deu um tapa na mão de HanGeng quando este foi tentar pegar um dos utensílios para fazer a mistura química que precisavam. Tal ato rendeu um xingamento do chinês para o moreno, e este novamente bateu no chinês, porém desta vez fora no braço.
            Antes que HeeChul pudesse dar mais outro tapa, o louro o encarou com fúria e desejo nos olhos, pegando a mão do coreano e abaixando-a, até que ela repousasse no espaço entre os dois naquele espaçoso banco. HanGeng sorriu de canto e quando percebeu que HeeChul estava bastante entretido com o experimento para notar seus movimentos, levou uma de suas mãos até a coxa deste, apertando-a por baixo da mesa.
            HeeChul arregalou os olhos, surpreso por aquela atitude no meio de todos. Porém de fato gostava daquela possessividade. HanGeng apertou mais enquanto subia a direção daquela mão, chegando cada vez mais perto da pélvis do mais velho. Fingiu chegar perto de HeeChul para pegar algum outro componente químico, entretanto o movimento corporal foi o suficiente para que ele murmurasse num tom de voz perfeito para que só o mais velho ouvisse:
— Se você soubesse os absurdos que eu quero fazer com você...
            O mais velho virou o rosto, com os olhos ainda levemente arregalados para o colega de classe, que agora se afastava e voltava a se sentar como se não tivesse dito nada de erótico praticamente ao pé de seu ouvido. Bufou e voltou ao trabalho.
            Havia cerca de vinte minutos quando o episódio da mão boba cessou, mais meia hora se passou. O sinal finalmente tocou, liberando todos para suas casas, porém HeeChul ainda não havia terminado e enquanto ele fazia alguns experimentos a mais, HanGeng cuidava das anotações. Kang In e YeSung também não haviam terminado e por isso os quatro ficaram na sala depois do horário.
            Os meninos ficaram conversando por mais um tempo e chegaram até a trocar algumas respostas, uma vez que estavam sozinhos na sala. HanGeng por ser o vice representante da classe, ficou com a função de tomar conta da chave do laboratório de ciências — que estava pendurava na porta. Não tardou para YeSung e Kang In finalizarem seus processos e saírem de lá, desejando boa sorte para os dois que restaram.
— Até essas coisas estranhas terminaram e a gente não. — Reclamou HeeChul, enquanto largava um pequeno frasco em cima da mesa, que por pouco não caiu, uma vez que HanGeng o pegou num ato rápido de puro reflexo.
— Estamos quase terminando. Calma!
— Que seja — revirou os olhos e focou-se nos últimos detalhes do trabalho que tinham em mãos.
            Passado volta de oito minutos, HeeChul levantou-se, esticando os braços, numa típica espreguiçada. HanGeng estava em pé antes mesmo que o mais velho pudesse perceber e estava na porta.
— Já vai é, estrupício? — HeeChul perguntou com desdém enquanto começava a juntar o material que estava espalhado pela mesa e colocá-los ou na mochila, ou deixá-lo separado para entregar ao professor.
            HanGeng não respondeu. Ao invés disso, o chinês apenas trancou a porta e virou-se para o coreano, que havia parado de organizar as coisas, para cruzar os braços e observar o que o louro faria. Como o laboratório era no mesmo corredor que o auditório, não era necessário janelas muito amplas, por isso as do local eram apenas algumas lacrimas de vidro com persianas bem escuras por cima. HanGeng fez questão de fechar todas, assim como verificar a porta duas vezes e deixou a chave em cima da própria mochila. HeeChul estava apenas atento, observando cada movimento, enquanto o sangue fervia de ansiedade e curiosidade.
            O louro se aproximou do mais velho, olhando-o de cima abaixo como se ele fosse uma presa; um prêmio. Lambeu os lábios, mordendo-os de leve em seguida e HeeChul sentiu o corpo esquentar novamente. Não sabia como aquele homem em sua frente conseguia excitá-lo daquela forma, apenas sabia o quão bom era. Sentia-se tão desejado pro debaixo daqueles olhos que agora cintilavam luxúria. No fundo, HeeChul também conseguia enxergar carinho naquelas orbes, mas isso seria algo que ele lidaria mais tarde.

            HanGeng passou as mãos levemente pela cintura do moreno mais uma vez naquela manhã, trazendo-o para si, aproximando os corpos e conseguindo sentir o cheiro dele. Era tão bom que machucava sua caixa torácica.

O chinês inclinou seu corpo para com o dele, esfregando a pélvis na do mais velho, arrancando um suspiro pesado e sensual do mesmo. A boca agora se encontrava na orelha de HeeChul, onde o louro lambia devagar, fazendo-o dar um novo suspiro desconcertado. Riu zombeteiro das reações corporais de seu hyung, passando a língua novamente pela extensão completa do pescoço e orelhas, rumando para seus lábios, onde os tocou lentamente, iniciando um beijo calmo, que após alguns segundos, fora necessitado uma pausa em busca de fôlego. Para então se olharem novamente, ficando num silêncio confortável, onde somente as respirações desajeitadas explicitavam o verdadeiro caos dentro dos corpos de cada um. E assim caíram num beijo selvagem e necessitado.
            Não foi preciso palavras para que HeeChul entendesse o que aconteceria agora. Já haviam feito muitas promessas anteriormente. A experiência do telefone foi apenas um aperitivo para o que eles teriam quando ficassem a sós. Como agora. Os dois garotos podiam sentir o sangue correr com rapidez e quentura por cada parte do corpo, acentuando-se numa área muito bem conhecida e apreciada. A língua de HeeChul deixou de tocar a do chinês, rumando para o pescoço deste, onde depositou alguns chupões naquela pele branca. Os gemidos e o puxão de cabelo soaram como uma ótima resposta.
  HeeChul então segurou com mais força na nuca do louro, fazendo-o largar a cabeça para trás, enquanto o mais velho guiava ambos os corpos até a parede mais próxima. A língua avidamente tocou-lhe a orelha, mordendo-a, fazendo o chinês gemer novamente. Com o pescoço exposto e totalmente submisso, HanGeng sentiu o mais velho arranhá-lo e mordê-lo com bastante força, e o louro pode sentir que escorria um pequeno filete de sangue. HeeChul sorriu ao ver o estrago que produzira, sem se importar nenhum pouco com isso, na verdade estava adorando. A língua quente do moreno tocou na pequena ferida, lambendo-a com gosto, deixando HanGeng se contorcendo de prazer.
  HanGeng passou a mão pelos finos e macios ombros do menor, apertando-os e arranhando-os enquanto sentia a boca rosada e carnuda do garoto voltar a trabalhar em seu queixo, seguindo novamente para os lábios. A maciez daquela boca tocara novamente o chinês, mordendo-o de maneira não carinhosa, deixando-o excitado. O louro entreabriu a boca para receber a língua do mais velho e assim que ambas se tocaram novamente, HeeChul a sugou com volúpia, chupando-a como se fosse um doce. HanGeng movimentou seu corpo novamente contra a pélvis do mais velho, sentindo seu membro dando sinais de vida, divertindo-se com tal feito.

HeeChul levou as mãos até a barra da camisa do mais novo, e tomado por um ataque de fúria, ou de excitação, não soube dizer. Talvez fosse uma mistura dos dois, arrancou-a, quase rasgando-a. Passou as mãos pelo tórax nu do chinês, arranhando-o de leve e então fixou-as no rosto do louro, rompendo o beijo e fazendo-o olhar para si.

— Me toque — pediu, num sussurro.
HanGeng ofegou e imitou o gesto do coreano. Retirou a camiseta do mesmo, jogando-a em um canto qualquer da sala, alisando-o também o corpo macio e quente. Não demorou-se muito, uma vez que estava louco para vê-lo completamente nu, só para si. Abriu — ainda fitando-o nos olhos — sua calça, abaixando-a. Quando o fez, seguiu os movimentos do pano, agachando-se junto, logo ficando em frente a roupa íntima do mais velho, que estava bem demarcada pelo sexo rijo do mesmo.
Levantou a cabeça, olhando para HeeChul que estava apoiado contra a parede, levemente ofegante. Passou a boca por cima do membro pulsante do coreano que ainda estava coberto, antes de finalmente afastar-se um pouco e atender ao pedido do mais velho. Uma vez nu, HeeChul fechou os olhos e não foi preciso esperar muito para que a boca do mais novo estivesse envolta de seu membro, sugando-o com a mesma maestria que demonstrou no auditório.
As mãos de HeeChul foram até os cabelos do louro, puxando-os enquanto este o sugava com cada vez mais força e vontade. O mais velho mordia o lábio para não gritar de prazer e o desejo de tê-lo enterrado em si crescia cada vez mais. De repente HeeChul puxou-o pelas madeixas, fazendo-o afastar o rosto daquele falo que estava completamente empinado e duro, deixando-o bater de leve contra o rosto de HanGeng, que ofegou, enquanto olhava para o mais velho, tentando entender o por quê de sua atitude.
— Levante-se — ordenou, e o louro prontamente obedeceu, ainda em silêncio.
Foi HeeChul quem terminou de despir o chinês, retirando sua calça junto com sua calça, e antes de voltar para cima, ficando cara a cara com HanGeng, o moreno deu uma lambida rápida no sexo do louro, que gemeu pelo agrado.
— Sabe o que eu quero, não sabe? — HeeChul perguntou enquanto permitia que um sorriso maroto brotasse em seu rosto.
O chinês apenas fez que não com a cabeça, beijando-o na boca rapidamente. Logo o mais velho sentia as mãos do louro passarem por sua barriga, fazendo-o virar-se para frente, tocando o balcão gelado. HeeChul riu e revirou-se, ficando novamente frente a frente para com HanGeng e sem ao menos dar a chance para que ele tentasse colocá-lo de costas mais uma vez, ajoelhou-se.
Pegou o mastro do louro nas mãos, masturbando-o com a sabedoria que tinha. Logo tocando-o com a língua, lambendo-o de cima a baixo, sem colocá-lo inteiro na boca. Apenas para provocá-lo. HanGeng gemia e puxava os cabelos do moreno, e este se deliciava com toda a situação. O próprio sexo estava latejando no meio das pernas e mal via a hora de tê-lo enterrado em si.
 HeeChul finalmente envolveu-o completamente dentro da boca, sugando-o e levando-o até o fundo da garganta. A cabeça fazendo movimentos de vai e vem cada vez mais rápidos, assim como o volume dos gemidos do chinês, que aumentavam consideravelmente. De repente HanGeng afastou-se, fazendo com que seu sexo saísse da boca do mais velho, e por ter sido sem aviso, HeeChul acabou por esbarrar os dentes na extensão do falo, o que rendeu alguns calafrios de prazer ao chinês.
O louro fez o mais velho se levantar. Uma das mãos na nuca e a outra na cintura; foi assim que ele fez com que o moreno ficasse de vez virado contra si, e colado contra o balcão gélido. HeeChul empinou-se para HanGeng, que encaixou seu sexo contra a bunda do mais velho, ouvindo-o gemer e se empinar cada vez mais. A boca do louro foi ao encontro da nuca de HeeChul, mordendo-o ali e descendo os beijos até a metade das costas.
HanGeng abriu um pouco as pernas de HeeChul, permitindo que sua glande encaixasse perfeitamente na entrada do moreno. Ambos gemeram um pouco alto e sem aviso prévio ou qualquer outra coisa, HanGeng enfiou-se no corpo do mais velho que gritou seu nome. Levou as mãos até o próximo sexo, masturbando-se, extasiado pelo tamanho e pela voracidade da qual HanGeng entrava e saía de si. Mal tinha tempo de respirar, ou até mesmo de piscar.
Numa hora estava completamente preenchido pelo delicioso membro rígido de HanGeng e no outro estava vazio, enaltecido pelo dilema do excesso e da falta de prazer, que vinham em conjunto.
Após vários minutos dos mesmos movimentos corporais de entra e sai, os corpos finalmente estavam chegando ao limite, e no instante em que HanGeng pôs a mão por cima da de HeeChul que masturbava-se, fazendo o movimento junto e estocando-o com mais rapidez, tudo foi por água abaixo. O orgasmo explodiu nas mãos de HeeChul, fazendo-o gritar o nome do mais novo, que praticamente convulsionava atrás de si, dominado também pelo poder do clímax.
HeeChul sentiu que iria despencar, porém antes que perdesse as forças das pernas, o chinês o segurou, sentando-se na cadeira que estava ao lado, fazendo o mais velho virar-se para si, sentando em seu colo de maneira carinhosa desta vez. Naquele instante não havia brechas para sexualidade. O carinho que HanGeng depositava nas costas de HeeChul, que o abraçava e sentia seu cheiro se suor e perfume que escorria do pescoço.
Ambos estavam tão realizados, tão satisfeitos. E aquele momento de carinho era algo que os confundia bastante. Como poderiam ter mudado em relação um ao outro em tão pouco tempo? Nenhum dos dois entendia. Contudo resolveram curtir o que havia ali, naquela hora. Quem poderia saber quando aquilo se repetiria.
E foi pensando assim que HanGeng acariciou o ombro do mais velho, fazendo-o levantar a cabeça, olhando para si. Quando o moreno o fez, o chinês acariciou então sua bochecha, num afago tão simples que parecia atingir-lhe o coração. Tal parte do corpo acelerou-se, e aquela sensação de adrenalina e excitação foi completamente substituída pela de felicidade, por amor, talvez.

HeeChul sorriu para o louro que correspondeu ao gesto, para então beijar-lhe calmamente os lábios, sentindo o gosto que agora era tão bem conhecido e que havia se tornado quase um vício, para enfim rumar para uma das orelhas, onde sussurrou:
— Fica comigo, HeeChul? Só comigo.
Postado por Scarlett Lefévre às 06:09

1 comentários:

*--* E acabou a trilogia... nossa com esse final, dá pra realmente sentir o amor dos dois... mesmo que não seja o que nós imaginamos.

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