maio 30, 2013

Sonata of Temptation, chapter 3 - Girls' night, oh wait...

Nota da Autora: 
     Antes de mais nada: NÃO ME BATAM NA CARA. NA CARA NÃO OK? q
E hm, boa leitura. Juro que dia 12, pro especial dos Dia dos Namorados eu não atrasarei.
Boa leitura, butterflies.



— Vinte'cinco pratas e um boquete.
— Fala sério?! — HeeChul bufou ao ouvir aquele absurdo de oferta.
— Seríssimo. — Bateu o pé, sorrindo de lado e cruzando os braços, deixando bastante claro que não mudaria nada do que foi dito.
— Arg, que seja. — O mais velho rodou os olhos e também cruzou os braços. — Pra ontem Henry, pra ontem! 

Com isso, HeeChul saiu ainda sem acreditar que havia concordado com um absurdo daqueles. Sua curiosidade realmente era uma maldita. Se não fosse por um moreno e um segredo, podia estar na cama vendo algo idiota com Zhou Mi, ou quem sabe sabe sozinho, aproveitando a própria companhia. Mas valeria a pena todo e qualquer sacrifício, sabia disso. E não que chupar o pênis do mais novo fosse uma coisa de todo ruim...
Balançou a cabeça, revirando os olhos mais uma vez pelo rumo do qual seus pensamentos estavam tomando. Virou a esquina, adentrando um dos corredores, dando de cara com seu querido amigo de etnia chinesa, trajando apenas uma calça jeans escura e de aparência surrada, mais chinelos de dedo pretos, e uma toalha sobre o ombro. Impressionante como até mesmo vestido daquela maneira, ele parecia pronto para abalar Paris. 
— Por céus, te achei! — Zhou Mi ralhou, enquanto olhava para trás em busca dos donos das vozes que penetraram seu ouvido. Os dois amigos observaram o casal do ano passar por eles, junto de mais outros dois meninos. — Onde estava? — o chinês perguntou ao virar-se de volta para o mais velho.
— Tretando por aí.
HeeChul então o puxou por uma das mãos e seguiram então até as alas dos dormitórios. Ao encontrarem-se com o salão principal — área projetada para o conforto maior dos grandes grupos de garotos —, deram especificamente de cara com SiWon e SungMin sentados em um dos sofás, dividindo uma barrada de chocolate. Também como os dois amigos, apareceram mais dois garotos, um deles estudava com eles, outro pertencia a outra turma.
O mais velho jogou-se em um dos derivados puf's coloridos, dispostos por todo o ambiente. Arrancou a barra da mão de SungMin, dando-lhe a língua e pegando enfim um pedaço para si. Repartiu-o com Zhou Mi, que aglomerou-se no meio das suas pernas e devolveu o pacote para SiWon, que revirou os olhos, como de costume.
— Larga de ser abusado, HeeChul. — SungMin finalmente verbalizou o que queria.
— Abusado é meu nome do meio.
— Mentira, é incoveniência.
Ignorou a alfinetada de seu amigo, murmurando um "Dá no mesmo" e bateu-lhe através de um leve tapa nos ombros, recebendo um sorriso sapeca como resposta. 
— Falando em abuso, e aí, o que acharam da volta do Pequeno Príncipe? 
— Pequeno, olha quem fala.
— Ah RyeoWook — SungMin se pronunciou após soltar uma leve e única risada por culpa do comentário atrevido de HeeChul —, todos devem estar pensando o mesmo, porém ninguém quer de fato compartilhar o pensamento.
— E qual seria ele, SungMin? — O namorado deste perguntou, com a sobrencelha erguida.
— Que ele tá putamente gostoso — deu de ombros.
— Tá, tá, mas o que é que a palavra abuso tem a ver com isso? — Zhou Mi perguntou, apoiando as mãos nos joelhos do mais velho.
RyeoWook sentou-se sobre a almofada cor de rosa com afinco, e posicionou suas costas de forma ereta. Quando todos olhavam para si, na espera de uma resposta, o mesmo passou as mãos nos cabelos, e alisou a boca rapidamente. Respirou fundo e começou:
— O que vocês sabem sobre o DongHae?
— O óbvio, é claro — HeeChul respondeu, e passado três segundos dos quais todos esperavam que ele prosseguisse, o fez: — Que ele é gostoso, rico, e dizem que transa como ninguém.
SungMin abriu a boca, como se estivesse chocado, e ShinDong que até agora não estava falando nada, começou a rir feito louco. Não pelo que havia sido dito, mas sim pela forma. O mais velho dizia de forma tão banal, como se fosse a coisa mais comum e a notícia mais óbvia de todos os tempos. 
— Tirando a capacidade sexual del-
— Que deve ser ótima, aliás — HeeChul interrompeu, recebendo um olhar feroz do mais novo.
— Tirando a capacidade  sexual provavelmente, hm, interessante do DongHae, eu quero saber o quanto vocês exatamente sabem sobre os boatos do ano passado. — RyeoWook apoiou as duas mãos sobre as próprias coxas, olhando-os um pouco impaciente.
— Ok. Sabemos sobre uma fita. Mas ninguém sabe o que tem nela. — SiWon respondeu.
— E dizem que quem está com ele na fita é...? — RyeoWook indagou.
— Henry.
— KyuHyun.
— KiBum.
— HyukJae! — HeeChul gritou, fazendo seu palpite prevalecer sobre todos os outros.
— Eu. — SiWon brincou, recebendo um tapa de seu namorado.
— Nossa, vocês me broxam com esses palpites. — RyeoWook resmungou, torcendo a boca. Então levantou-se e aproximou-se do braço do sofá do qual o casal estava sentado, encostou-se ali. Revirou as orbes e soltou: — Fontes me dizem que noventa por cento de chance de ter sido com um professor.
— Quem?
— Nosso professor de Educação Física.
— Não creio! — ShinDong berrou, fazendo todos olharem para ele. 
— Acredite. Dizem que ele transou com nosso querido professor, e que isso acabou sendo filmado por uma das câmeras de segurança, afinal eles estavam num local um tanto quanto público. 
— Rolou um exagero aí, não é possível — Zhou Mi disse, desacreditado.
— Soube através das minhas fontes, nem contesto.
— Elas por acaso são confiáveis? — Bufou SiWon.
RyeoWook ficou em silêncio, dando de ombros. HeeChul e Zhou Mi levantaram-se. O mais velho roubou o pacote de chocolate do colo de SungMin e sorriu vitorioso para este que lhe mandava o dedo do meio. 
— Que seja. Eu vou descobrir o segredo dele. — O moreno disse para todos antes de adentrar o corredor e seguir para o quarto de seu amigo ruivo. 
Eles optaram por ver algum filme. Enfim dentro do quarto, HeeChul novamente observou a disposição de móveis de seu amigo, e percebeu que ele realmente tinha bom gosto para praticamente tudo. Sentou-se sobre os lençóis cor de ébano, de pano macio e brilhante. Zhou Mi jogou-se no colchão ao seu lado e tocou-lhe as mãos. Antes mesmo que o ruivo pudesse falar ou levantar-se para ligar a TV ou qualquer outra coisa, o celular de HeeChul vribou freneticamente, tocando a voz de alguma cantora conhecida, indicando que ele havia recebido uma mensagem de texto. O sorriso que apareceu no rosto do mais velho foi mais que o suficiente para aguçar a curiosidade do ruivo.
— Vai me contar agora ou mais tarde?
— Mais tarde, gostoso.
Saiu então do quarto, mas não sem antes apertar uma das coxas magras do amigo, mordendo o lábio, caminhando corredor afora completamente radiante. A oportunidade havia aparecido. Caminhou rápido como uma bala até o quarto de ShinDong, pedindo para o mesmo buscar um copo de suco natural para si.

——x——

— Olá Henry. — O moreno saudou o garoto que havia acabado de sentar-se ao seu lado, e que sorria da maneira típica.
— E aí, Hae? 
— Ficou com saudades? — Sorriu, galanteador.
— Eu que deveria perguntar isso — piscou, ainda sorrindo, e encostou-se na parede, permitindo que o corpo de DongHae ficasse menos a vista. 
— É. Senti falta de você mesmo — riu soprado.
— Você dizendo isso é algo para recordar — gargalhou, zombando o garoto mais velho que ainda não sabia se poderia chamar de amigo.
DongHae balançou a cabeça de um lado para o outro, e então moveu o corpo para trás, ficando frente à frente com a face de Henry. Aproximou-se dele, e então encontrou-se sentado literalmente na frente deste. Tocou-lhes o cabelo alaranjado, vendo a respiração do mesmo acelerar apenas com aquele toque. Sorriu sem mostrar os dentes, e o vento balançou-lhe o cabelo. Olhou de um lado para o outro, para ver se alguém estava o vigiando, afinal de contas, ser o queridinho da escola requeria certos esforços. 
Então puxou um pouco a nuca de Henry ao mesmo instante em que lhe tocava os lábios, matando parte da saudade.

——x——

Fechou a porta poucos segundos depois que ShinDong saiu. Ele dividia o aposento juntamente de DongHae, e HeeChul sabendo perfeitamente disso, aproveitou-se da oportunidade. Não, na verdade ele armou a oportunidade, por mais confuso que soe. Ele agradeceria à Henry mais tarde por ter feito tão rápido quanto desejara.
Olhou ao redor, observando as duas camas arrumadas paralelamente, e os móveis cor de tabaco contrastando com a parede cor de areia. Avistou enfim a mesa de cabeceira de DongHae, junto com seu notebook em cima da mesma. O guarda roupa dele estava com uma das portas entreabertas, e a cama com o cobertor um pouco amassado.
HeeChul foi até o notebook, passando o dedo no mouse, vendo a tela se iluminar novamente. Abriu a pasta de documentos, e abriu cada uma das outras pastas, sem achar nada que realmente valesse a pena. Fez o mesmo com a de imagens, a de músicas e a de vídeos. Sua frustração aumentava a cada segundo, mas isso não o impediria de continuar procurando com afinco.
— HeeChul Hyung? — ShinDong chamou enquanto entrava no quarto e via HeeChul sentado a beira de sua cama, folheando uma de suas revistas masculinas com a testa franzida.
— Eu, deus supremo, Kim HeeChul — levantou o olhar, colocando a revista de lado e levantando-se com a mão esticada. — Obrigado, ShinDong-ah.
— O que houve para que viesse aqui, hyung-nim?
— Só uma visita — abriu a porta do quarto novamente, olhando para o semblante levemente confuso do mais novo e sorriu, sem mais nada dizer, deixando assim o quarto.

——x——

— Quero você pronto às dez e meia — HeeChul adentrou ao quarto do ruivo sem nem ao menos bater, ultimando a presença do mesmo para algum programa que tal nem ao mesmo sabia qual era, para então perceber a presença de mais três pessoas espalhadas pelo quarto.
— Oh, olá resto.
— Pronto pra quê?
— Vamos sair — respondeu, colocando uma das mãos na cintura, numa pose um tanto quanto feminina, bufando em seguida. — Dançar, beber...
— Também vou! — SungMin berrou, levantando-se do chão.
— Correção, nós vamos — RyeoWook deu um tapa estalado na bunda de SungMin, que sorriu travesso em resposta, e piscou para SiWon, que também estava ali sentado, bem ao lado do namorado.
— Não convidei vocês, bandicu.
— Ô porra, o que aconteceu? — Zhou Mi perguntou, indo até a porta onde HeeChul estava apoiado, tocando-lhes os ombros.
— Nada.
— Ok. Então todo mundo rapa fora que eu tenho que me arrumar — empurrou o amigo para o meio do corredor, e fez um gesto para que todos seguissem o mesmo exemplo.
— Passo aqui mais tarde — avisou HeeChul, antes de virar-se de costas e caminhar com os três garotos em seu encalço em direção aos seus respectivos aposentos.

——x——

Olhou-se ao espelho pela centésima vez nos últimos cinco minutos, e com toda certeza gostava do que via. O contraste que sua calça xadrez — banhada nos tons de vermelho, preto e cinza — causavam com a blusa emburacada, de cor negra era extremamente magnífico em relação à sua pele exuberantemente branca; os cabelos negros moldavam o estonteante rosto. Colocou seu aparelho celular e a carteira nos bolsos, e deixou o quarto sem nem ao menos avisar SungMin que encontrava-se dentro do banheiro, arrumando-se ainda.
Bateu uma única e leve vez contra a porta do quarto de Zhou Mi, e não precisou esperar nem ao menos meio minuto. O mesmo saía do quarto, com RyeoWook atrás de si, falando ao telefone. O mais velho parou para observar o amigo, vendo como ele estava bem produzido. A calça jeans branca marcava suas longas pernas, e a camiseta branca contrastava com a blusa de botão listrada — preta e branca —, e seu cabelo ruivo, claro, iluminava seu rosto pálido e bem desenhado.
HeeChul passou as mãos pela cintura de Zhou Mi, e aproximou os lábios do pescoço exposto do mesmo, depositando um delicado beijo, que arrepiou o mais novo, como já era de se esperar, e finalizou o contato com uma mordida.
Uma tossida baixa vindo de RyeoWook foi o suficiente para que o mais velho rolasse os olhos e descolasse seu corpo do de seu melhor amigo, e antes que pudesse retrucar, SungMin aparecia pelo corredor de mãos dadas com SiWon. Suspirou e também dando as mãos para Zhou Mi, caminharam até a saída dos dormitórios, indo em direção ao estacionamento, para irem no carro de SiWon. 
Uma vez dentro do veículo, não tardou para que estivessem na porta de uma das boates mais bem conhecidas e frequentadas da cidade. Eles possuíam dinheiro e posição social o suficiente. Principalmente SiWon, HeeChul e Zhou Mi, que fizeram uma boa quantidade de trabalhos como modelo fora da escola.
E assim, dentro do ambiente, rodeado por luzes coloridas, caixas de som de tamanhos gigantescos, pessoas dançando e passando de um lado para o outro, eles olhavam uns aos outros e sorriam, felizes por estarem finalmente fora da escola, fazendo algo que gostavam. RyeoWook puxou SungMin para baixo no meio de sua ida para uma das mesas, e quando este olhou e viu o que o menor queria que visse, deu um sorriso cachorro.
Zhou Mi e HeeChul já estavam devidamente sentados, e o mais velho estava alisando as pernas do ruivo, enquanto cochichava alguma obscenidade na orelha do mesmo, sabendo o quanto ele adoraria tal agrado. SiWon sentou-se, e um garçom veio lhes atender.
HeeChul avisou que iria ao banheiro; levantou-se, caminhando até o mesmo como se estivesse desfilando. A roupa chamando atenção, seu próprio tamanho — era um homem alto, e chamava atenção por simplesmente respirar —, sua boca demarcada por um gloss rosa com aroma de cereja também chamando atenção, uma vez que as luzes pairavam em seu corpo vez ou outra, fez com que a ida até o toillet fosse requentada de elogios, olhares furtivos e até mesmo algumas apalpadas e esbarradas premeditadas.
Olhou-se no espelho, checando seu cabelo e seu rosto perfeitamente cuidado. Observou que seu delineador não havia escorrido, e continua sensual como sempre soube que era. Suspirou e empinou um pouco o rosto, saindo do banheiro. Quando o fez, viu uma pessoa vestindo uma blusa social cor azul, que era um tanto quanto familiar. O cabelo castanho claro batendo na nuca, e o caminhar eram suficientes para que HeeChul sorrisse, não mais agora com raiva do que aconteceu de tarde no quarto de DongHae. Sabia que a sorte estaria do lado dele, como sempre estivera.
Ajeitando o cabelo com as mãos mais uma vez, seguiu a pessoa até o acento dela, que por sinal era apenas um pequeno banco no bar. Para alegria de HeeChul, ele estava desacompanhado, o que tornava o jogo ainda mais fácil. Entretanto a parte difícil ainda estava para aparecer, sabia disso. E com o pensamento otimista, caminhou até ele, chegando bastante perto e ficando apenas a dois palmos de distância, HeeChul cutuou-lhe com um dos dedos, fazendo-o olhar para si, com um semblante que se dividia entre a surpresa, e a admiração.
— Olá, professor.
Postado por Scarlett Lefévre às 11:07

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